Lems

De Crônicas de Atlântida - Wiki
Rakshasa
Ramoahal

Os lems ou lemurianos (Kisharanthropus gigas) são uma espécie humanoide gigantesca do mundo de Kishar.

Descrição

A cor da pele pode variar de negra a morena. Têm nariz grande e achatado, mandíbulas imensas e dentes enormes. Os olhos são pretos ou castanho-escuros e o cabelo é negro, variando de encarapinhado a liso. Reconhecem-se quatro raças principais:

  • Rakshasas, encontrados em Lemté, Ralté e Nungar. Os maiores (3,30 metros, em média) de sua espécie, têm pele parda e cabelo encarapinhado.
  • Takhshakas, encontrados no leste de Masté, em Lemté e em Ralté. Têm pele negra, cabelo crespo e estatura em torno dos 3,15 metros.
  • Murus, encontrados em Lemté, Masté e Nemté, são de pele relativamente clara (morena) e estatura mais baixa (3 metros).
  • Ramoahals, encontrados em Masté, são de pele negra, cabelos lisos ou ondulados, menos altos (2,87 metros, em média) e estão mais integrados à civilização atlante, frequentemente servindo o Exército Imperial como mercenários.

Reprodução

As crianças nascem depois de uma gravidez de 12 meses. Começam a andar e falar entre 24 e 36 meses. Os dentes de leite surgem entre um e quatro anos e são substituídos pelos permanentes entre os doze e os 24 anos). Geralmente chegam à puberdade aos 25 anos (mais cedo quando melhor alimentados) e completam o crescimento até cerca de 35 anos (mulheres) ou 40 anos (homens). Doenças e acidentes à parte, a longevidade potencial média é de cerca de 250 anos, chegando em alguns indivíduos a cerca de 400-500.

Cultura

Cada tribo lem fala sua própria língua, quase sempre as mesmas que são faladas pelos ziaans de suas regiões. Não se sabe em qual dos dois grupos elas se originaram. Todas essas línguas são formadas por monossílabos que não são flexionados nem costumam ser aglutinados.

Com exceção dos Ramoahal integrados na sociedade atlante e dos Murus que lideram a Teocracia de Jambu, os lems preferem, sempre que possível, refugiar-se em montanhas e selvas inacessíveis, mantendo seus costumes e sua simbiose ancestral com as tribos de ziaans, com as quais se associam e compartilham a língua e a religião xamânica. Caçam, plantam e constroem em conjunto, dividindo tarefas de acordo com velhos costumes.

De forma geral, os lems se alimentam de caça grossa (principalmente grandes répteis) e nozes, enquanto os ziaans ficam com as aves, mamíferos pequenos e médios, frutas, cogumelos e raízes. A típica unidade social é uma tribo com 500 lems e 1.500 ziaans.

Religião

O conceito filosófico central da religião lem-ziaan é Mu, que é ao mesmo tempo a Grande Mãe e a unidade cósmica do Universo, imaginado como um imenso útero. Enquanto os seres vivos são vistos como “fetos”, cada um dos espíritos e divindades da natureza é imaginado como um de seus inúmeros filhos já “nascidos”, com os quais o culto xamânico procura se comunicar e associar.

Há alguns grandes centros cerimoniais, erigidos em torno de imensas construções megalíticas. O local mais sagrado para os lems-ziaan é, porém, o Ras Ven, um vale místico de difícil acesso, no centro de Lemté, cercado por montanhas nas quais nascem os quatro principais rios do continente, e que é visitado apenas pelos maiores xamãs.

Além de serem aparentemente impossíveis, as relações sexuais entre lems e ziaans são vedadas por tabus extremamente rígidos. Dizem suas lendas que do cruzamento das duas espécies surgiram os humanos e todos os problemas dos ziaans e lems, frequentemente escravizados tanto por atlantes quanto por agartianos.