Marinha atlante

De Crônicas de Atlântida - Wiki
Firém de uso pessoal
Zemrém com blindagem de oricalco (Senrém)
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Assim como o exército, a marinha de Atlântida é formada normalmente por voluntários, cidadãos ou estrangeiros razoavelmente bem pagos. Os estrangeiros, depois de cumprido o período mínimo do serviço militar, ganham automaticamente a cidadania atlante. Os civis atlantes só são obrigados a servir em caso de necessidade extrema. Civis dos povos vassalos e conquistados ainda menos.

Atlântida dispõe de cerca de 375 mil marinheiros e oficiais navais que tripulam mais de 2.400 navios de vários tipos, inclusive 600 navios de transporte de tropas com uma capacidade total de 330 mil infantes, que permitem deslocar as legiões pela maior parte do império.

Navios

Os navios de guerra atlantes são comparáveis, em tamanho, solidez e poder de fogo a cruzadores e encouraçados do final do século XIX ou início do século XX. São construídos com uma estrutura de madeira reforçada, geralmente blindada com aço e, em alguns navios, com oricalco, que é muito mais dispendioso mas oferece a mesma proteção com menos peso e espessura – um centímetro de oricalco equivale aproximadamente a três centímetros de aço – e é totalmente imune à corrosão por água do mar.

A propulsão é fornecida por um sistema mágico-alquímico capaz de atingir velocidades máximas de até 22 nós (41 km/h, 11 m/s), comparável à de navios de guerra do início do século XX. Esse sistema é silencioso, não consome combustível e exige muito menos manutenção do que uma máquina a vapor da mesma potência. Por outro lado, é menos confiável – como acontece com muitos recursos mágicos, seu desempenho pode ser afetado por fatores tais como configurações astrológicas. Além disso, esse tipo de motor se “cansa” como um ser vivo; não consegue manter a velocidade máxima por mais do que alguns minutos e exige períodos diários de repouso, mesmo que opere a maior parte do tempo à velocidade de cruzeiro (metade da velocidade máxima). Para complementá-lo ou substituí-lo, quando necessário, os navios atlantes dispõem também de velas latinas e remos, o que lhes dá a aparência de enormes galeras metálicas (salvo os navios de transporte, que têm cascos de madeira).

O armamento básico é constituído de canhões navais com alcance de cerca de 5 km a 8 km (3 a 4,5 milhas marítimas), que podem ocasionalmente ser substituídos por armamentos mais exóticos. Todos os navios de guerra portam também esporões, que podem ser usados para abalroar outros navios. Conforme o inimigo, a abordagem também pode ser um recurso: os “passageiros” dos navios de guerra podem ser guerreiros equipados para combate corpo-a-corpo (espada curta e cota de malha) – essa disposição é mais usada pelas taquitrieres, mais velozes e capazes de alcançar e tomar navios piratas. O espaço reservado a esses guerreiros também pode ser transformado em cabines para oficiais ou para funcionários do governo atlante – nesse caso, em número cinco vezes menor (se viajarem duas pessoas por cabine) ou dez vezes menor (uma pessoa por cabine).

As adréns são suficientemente pequenas para navegar nos canais secundários da capital e da planície de Atlântida, bem como em praticamente qualquer rio navegável; as zemréns estão limitadas ao canal principal da capital e da planície e a grandes rios e os navios maiores - uréns, sabréns e essabréns - a mar aberto. Os maiores deles exigem portos de águas profundas.

Todos os navios têm capacidade para levar provisões para tripulantes e passageiros para até 180 dias – suficiente para mais do que uma volta ao mundo –, com exceção dos transportes de tropas, limitados a 45 dias. Normalmente, as missões de patrulha duram 20 a 30 dias. As bases navais podem se localizar em portos marítimos ou fluviais.

Marinheiros

Os grumetes atlantes são treinados a bordo dos navios, depois de um breve curso preparatório. Os oficiais passam também por uma academia naval, com sede na capital. Em princípio, qualquer homem ou mulher livre e de boa saúde pode se candidatar, mas o interesse de jovens atlantes e mercenários estrangeiros por uma carreira militar é suficientemente alto para que os recrutadores possam se dar ao luxo de serem seletivos, escolhendo os candidatos mais aptos.

As punições por preguiça, insubordinação e covardia podem ser severas, variando de tarefas desagradáveis e açoites leves (mais humilhantes que outra coisa) à escravização e execução. Os castigos são normalmente ditados pelos comandantes, mas casos graves ou que envolvem oficiais são levados a cortes marciais – salvo em situações de combate, quando resultam em execuções sumárias. Entretanto, os marinheiros atlantes normalmente são disciplinados e honrados