Rem

De Crônicas de Atlântida - Wiki
Zemrém com blindagem de oricalco (Senrém)

Rem é "navio de guerra" em senzar, termo diferente de tiâ, "navio mercante" ou "navio auxiliar". Os tripulantes de rem são chamados pin, "marinheiros de guerra", diferentemente dos marinheiros mercantes de alto mar, que são har'an e dos barqueiros de embarcações fluviais e costeiras, que são sor'an.

Os navios de guerra atlantes são comparáveis, em tamanho, solidez e poder de fogo a cruzadores e encouraçados do final do século XIX ou início do século XX. São construídos com uma estrutura de madeira reforçada, geralmente blindada com aço e, em alguns navios, com oricalco, que é muito mais dispendioso mas oferece a mesma proteção com menos peso e espessura – um centímetro de oricalco equivale aproximadamente a três centímetros de aço – e é totalmente imune à corrosão por água do mar.

A propulsão é fornecida por um sistema mágico-alquímico capaz de atingir velocidades máximas de até 22 nós (41 km/h, 11 m/s), comparável à de navios de guerra do início do século XX. Esse sistema é silencioso, não consome combustível e exige muito menos manutenção do que uma máquina a vapor da mesma potência. Por outro lado, é menos confiável – como acontece com muitos recursos mágicos, seu desempenho pode ser afetado por fatores tais como configurações astrológicas. Além disso, esse tipo de motor se “cansa” como um ser vivo; não consegue manter a velocidade máxima por mais do que alguns minutos e exige períodos diários de repouso, mesmo que opere a maior parte do tempo à velocidade de cruzeiro (metade da velocidade máxima). Para complementá-lo ou substituí-lo, quando necessário, os navios atlantes dispõem também de velas latinas e remos, o que lhes dá a aparência de enormes galeras metálicas (salvo os navios de transporte, que têm cascos de madeira).

O armamento básico é constituído de canhões navais com alcance de cerca de 5 km a 8 km (3 a 4,5 milhas marítimas), que podem ocasionalmente ser substituídos por armamentos mais exóticos. Todos os navios de guerra portam também esporões, que podem ser usados para abalroar outros navios. Conforme o inimigo, a abordagem também pode ser um recurso: os “passageiros” dos navios de guerra podem ser guerreiros equipados para combate corpo-a-corpo (espada curta e cota de malha) – essa disposição é mais usada pelas taquitrieres, mais velozes e capazes de alcançar e tomar navios piratas. O espaço reservado a esses guerreiros também pode ser transformado em cabines para oficiais ou para funcionários do governo atlante – nesse caso, em número cinco vezes menor (se viajarem duas pessoas por cabine) ou dez vezes menor (uma pessoa por cabine).

As adréns são suficientemente pequenas para navegar nos canais secundários da capital e da planície de Atlântida, bem como em praticamente qualquer rio navegável; as zemréns estão limitadas ao canal principal da capital e da planície e a grandes rios e os navios maiores - uréns, sabréns e essabréns - a mar aberto. Os maiores deles exigem portos de águas profundas.

Todos os navios têm capacidade para levar provisões para tripulantes e passageiros para até 180 dias – suficiente para mais do que uma volta ao mundo –, com exceção dos transportes de tropas, limitados a 45 dias. Normalmente, as missões de patrulha duram 20 a 30 dias. As bases navais podem se localizar em portos marítimos ou fluviais.