Sacerdote

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Sacerdote e sacerdotisa (em senzar sin) são, no sentido amplo usado no Império Atlante, todos os que participam ativamente de cerimônias sagradas, inclusive leigos quando fazem oferendas a divindades em seu próprio nome ou de suas famílias sem se ligarem a um templo ou culto organizado. Estes também são chamados mais especificamente de kehmsin, "sacerdotes ocasionais".

No sentido estrito, é o "sacerdote/sacerdotisa de corporação", mais especificamente gorsin, para o qual a participação em uma sangor, uma organização hierárquica dedicada às cerimônias sagradas de determinada divindade ou grupo de divindades (ou seja, um culto ou religião) é um modo de vida. Sangortoh, "alto sacerdote/sacerdotisa" é um dos chefes de um culto na capital ou numa província: geralmente são dois, assim como os cônsules de guildas civis, e na maioria das vezes de gêneros opostos. Tersangortoh, "sumo-sacerdote/sacerdotisa" é um dos dois chefes supremos reconhecido por um determinado culto.

Os sacerdotes se classificam em várias categorias:

  • Sacerdotes do mundo, ou kehrsin, têm obrigações para com um templo e um culto, mas retêm sua posição na hierarquia civil e militar, bem como seus direitos e deveres como cidadão, proprietário de bens e membro de um clã e família. A maioria dos sacerdotes plenos de cultos oficiais são correntes-de-prata e os chefes de cultos e de grandes templos geralmente são correntes-de-ouro.
    • cesin, "sacerdote/sacerdotisa de templo" é o tipo mais comum, ligado a um templo de determinado culto, sustentado por devotos com ou sem auxílio do Estado.
      • tersintoh, "grão-sacerdote/grã-sacerdotisa" é um dos dois sacerdotes-chefes de um grande templo, geralmente o maior de seu culto na cidade ou província, mas sem autoridade sobre os templos menores.
      • sintoh, "sacerdote/sacerdotisa chefe", é um dos dois encarregados de um templo secundário, qualificado tanto para realizar sacrifícios em nome da coletividade, quanto para orientar o culto e ministrar ensinamentos sagrados em geral.
      • ciosin, "sacerdote/sacerdotisa oficial", é o sacerdote pleno que não está na chefia.
      • tlasin, "acólito/acólita", é sacerdote auxiliar ou aprendiz em fase de treinamento e iniciação ao culto, diferente dos gentla, devotos leigos que também exercem funções auxiliares nas cerimônias sagradas.
    • quahnsin, "sacerdote militar" é um capelão ou sacerdote a serviço de uma unidade militar ou naval, geralmente com posto de xijintô ou xiremtô.
    • konsin, "sacerdote/sacerdotisa do Estado", realiza cerimônias sagradas em nome do Casal Imperial ou de seus representantes civis locais e órgãos estatais.
  • Sacerdotes consagrados, ou fugsin, consagram inteiramente sua vida ao culto e devoção a uma divindade, rompem a maioria dos laços familiares e sociais e não devem se casar (embora não sejam, em geral, obrigados à castidade). São legalmente tratados como buciós ou posciós. Seu estatuto civil original é suspenso, podendo ser recuperado no caso (raro) de revogação da consagração.
    • rotsin, "sacerdote/sacerdotisa de regra" ou "monge/monja" é um sacerdote que rompe com a sociedade civil para viver à parte dos leigos e se consagrar exclusivamente ao serviço do culto e da divindade num templo ou monastério. Todos os sacerdotes do ralcianismo são rotsin. Nesse culto são importantes também os rodgen, "devoto/devota de regra", devotos leigos que vivem sob regras menos severas e que exercem certas funções típicas de sacerdotes.
    • rohsin, "sacerdote/sacerdotisa itinerante" ou "missionário/missionária", não se liga a um templo ou monastério e viaja por uma região ou por toda a parte oferecendo seus serviços e ensinamentos. Normalmente depende da hospitalidade dos devotos leigos e não tem família ou propriedades. Todos os sacerdotes e sacerdotisas de Chiuknawat são rohsin.
    • tosin, "sacerdote/sacerdotisa de batalha" pertence a uma ordem militar que combina a iniciação religiosa a um culto com uma função de combate no Exército ou na Marinha atlantes, como as mulheres-dragões. Possuem posto honorário compatível com sua posição na hierarquia militar, mas assim como outros fugsin, têm seu estatuto civil suspenso e são vassalos do Imperador ou da Imperatriz.
    • zansin, "noviço/noviça", é o candidato ou candidata à consagração em período de experiência e treinamento, cujo compromisso ainda não é considerado definitivo.
    • possin, "vassalo-sacerdote/vassala-sacerdotisa", é oferecido por seus pais ou amos, ou oferece-se de espontânea vontade desde a juventude a um grande templo para ser propriedade de uma divindade e são treinados para a dedicação total a funções sagradas especializadas. Não são livres para partir, nem para se casar e constituir família, mas não podem ser vendidos e seu estatuto civil é de posciós, diferentemente dos servos e escravos comuns (nuciós ou rarciós) do templo que, comprados ou recebidos em doação, exercem serviços de guarda, limpeza, cozinha e outros, a serviço dos sacerdotes e dos devotos.

Quanto às suas especializações, classificam-se em:

  • hihsin, "sacerdote/sacerdotisa de sacrifícios", é o especialista em realizar sacrifícios, em alguns cultos com subtipos conforme a espécie e categoria de oferenda.
    • odsin é o especialista em sacrifícios de sangue.
    • ahrsin é o especialista na organização e estética de danças, cantos corais, procissões e outros cerimoniais religiosos.
    • miusin é especialista em executar danças sagradas. Mais de dez por cento dos sacerdotes e acólitos de grandes templos pertencem a essa categoria.
    • dlausin ou sinké, "hierodulo/hierodula" é especialista em cerimônias sagradas envolvendo atos sexuais. Frequentemente são considerados posciós e concubinos de sua divindade.
    • hohsin, "sacerdote/sacerdotisa de possessão" é encarregado de transmitir a palavra da divindade, incorporando seu espírito.
  • gausin, "sacerdote/sacerdotisa de ensino", é o especialmente encarregado de transmitir ensinamentos sagrados, instruir e orientar devotos e iniciar adeptos.
  • ihsin, "sacerdote-mago/sacerdotisa-maga" é o sacerdote que distribui bênçãos e realiza exorcismos e atos de cura física e espiritual. Em geral, não tem poder mágico natural significativo e atua com o poder conferido por sua divindade.