Shudurul

De Crônicas de Atlântida - Wiki
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Shudurul foi o último soberano do Império Cari, que reinou de 2341 a 2370 dfA. Ao subir ao trono, Shudurul foi visto como um herdeiro inábil de um império já reduzido e enfraquecido, cada vez mais sob a influência do Império Atlante, mas esforçou-se por reerguer seu decadente poderio militar. Os atlantes iniciaram então uma mobilização para anexar totalmente o que restava do Império, mas o Império de Agarta, inquieto com o que avaliava ser uma mudança perigosa na correlação de forças, se opôs e ameaçou com uma guerra total.

Depois de uma delicada negociação diplomática, em 2348 o Império Atlante e o Império de Agarta fizeram um acordo para dividir o espólio entre si. Agarta ficaria com as regiões de Acaia, Bárria e Aíria, Atlântida com Musru e Kaldu. Decidida a partilha, cada potência tomou rapidamente o que lhe fora atribuído. Shudurul ofereceu uma resistência desesperada às tropas atlantes por trás das muralhas de Ki, mas depois de quatro meses de cerco, com a fome a inquietar seu povo, optou pelo que foi, na prática, uma forma honrosa de rendição: aceitou que o destino do reino fosse decidido por um duelo pessoal entre ele e o imperador de Atlântida - ou, mais exatamente, entre seus paladinos. O hábil termentô que comandava o cerco atlante, Za-vá, lutou contra o comandante da guarnição de Ki e o derrotou.

Os atlantes permitiram a Shudurul permanecer como soberano nominal de Musru e Kaldu, prestando vassalagem a Atlântida e reconhecendo a anexação do restante de suas províncias por Agarta. Na condição de vassalo, continuou a reinar até 2370, quando seu filho Urningin tentou rebelar a população de Ki contra as forças de ocupação atlantes. Depois de reprimir o levante, Atlântida passou a governar diretamente o antigo Estado cari e o dividiu em dois vice-reinos, Musru e Kaldu.