Társis

De Crônicas de Atlântida - Wiki
Diagrama de Társis, a Cidade das Portas de Ouro
Vista aérea de Társis

Társis, a Cidade das Portas de Ouro, abriga 2.355.000 habitantes. É também conhecida como a Cidade das Águas, devido a seu magnífico serviço de água, mais perfeito do que qualquer outro já tentado, em qualquer tempo. A água vem de um lago a Oeste, a 780 metros de altitude, e o aqueduto principal, de seção oval, de 15 m por 9 m, a leva a um imenso reservatório subterrâneo, em forma de coração, bem abaixo do palácio. Partindo do reservatório, um poço perpendicular de 152 metros, que atravessava a rocha sólida, dá passagem à água, que irrompe nos terrenos do palácio. Do reservatório central um sistema de canos também conduz a diferentes partes da cidade, a fim de proporcionar água potável e prover às fontes. Válvulas controlam as várias seções de suprimento. A resistência do material usado nos aquedutos é muito grande, pois a pressão hidrostática é enorme.

A cidade situa-se na costa oriental de Daitya, a uns 15° norte do Equador, cercada de uma região de parques, onde ficam, espalhadas, as residências das classes mais opu­lentas. A oeste se ergue uma cadeia de montanhas, que for­nece água para a cidade construída nas vertentes de uma enorme pirâmide irregular e achatada, alcançando a 152 metros acima da planície no seu topo.

No alto da pirâmide se ergue o antigo palácio real, com seus jardins – hoje ocupados pelo vice-rei nomeado pelo imperador atlante e por suas tropas –, de cujo centro brota um curso d'água, que serve ao palácio e às fontes dos jardins e, logo, flui em quatro direções, caindo em cascatas, com 38 metros de altura cada uma, num canal que circunda o terreno. Quatro canais levam a água desse canal, através dos quatro bairros da cidade, para cascatas de igual altura que, por seu turno, ser­vem a outro canal circular. Há três canais concêntricos, o mais baixo dos quais ainda está acima do nível da planície. No nível mais baixo, um quarto canal, retangular, recebe as águas e despeja-as no mar.

O círculo central, com o palácio (que tem uma área de cerca de 16 hectares), cobre 5 km² e tem 5 mil moradores. A zona intermediária contém uma pista circular de corridas (com 800 metros de diâmetro e 2,5 km de percurso), jardins públi­cos, a maioria das casas dos dignitários da corte (incluindo os grão-mestres das guildas de mercadores e de magos) e a "Casa dos Estrangeiros", um grande palácio (de 24 hectares) no qual se hospedam os estrangeiros, como hóspedes do Estado, durante o tempo que desejem permanecer na cidade. Cobre 20 km² e tem 100 mil moradores. A terceira zona é ocupada pelas casas sepa­radas dos habitantes e pelos diversos templos. Cobre 50 km² e tem 250 mil moradores, em casas espaçosas e ajardinadas.

A cidade estende-se até à borda do canal mais externo, numa área de 19 por 16 quilômetros, num total de 310 km². Há casas relati­vamente pobres no cinturão inferior do lado do Norte, como também as havia fora do canal mais externo na direção do mar, onde os habitantes, principalmente ligados à navegação, tinham casas mais juntas umas das outras. Nos pouco mais de 200 km² da quarta zona, moram 2 milhões de habitantes.

Esses subúrbios são protegidos por enormes taludes de terra, recobertos na face externa por chapas grossas de metal, juntas em séries e sustentadas por grandes arcos de madeira, cujas pontas estavam profundamente fincadas no solo. Uma vez colocados os arcos, entrelaçados com fortes travessões, se lhes aplicaram as placas em disposição escalonada e depois se tornou a enchê-los de terra e acalcar compactamente o espaço compreendido entre o solo e a armação, formando uma barreira praticamente inexpugnável.