Cabzé

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Cabzés de segunda classe (Dedzés) do exército atlante

Os cabzés (kabze, na grafia própria) ou hoplitas são soldados a pé, dotados de armadura completa, lukem e lutal. Constituem a tradicional tropa de elite do exército atlante e formam a primeira e a segunda jins (coortes) de uma zemen (legião).

Apesar de lutarem a pé, têm um prestígio análogo ao dos cavaleiros de um exército medieval. No passado, constituíram uma infantaria pesada antiga convencional, equipada com armaduras simples, escudos grandes e lanças longas, em formações cerradas à maneira dos hoplitas gregos e das falanges macedônicas. Atualmente, usam táticas mais flexíveis. Usam armaduras completa de aço (cabzés de 2ª classe, ou dedzés) ou de oricalco (cabzés de 1ª classe, ou senzés) e podem lutar com alabardas, espadas de duas mãos, espadas bastardas e escudo, ou bestas de repetição.

As armaduras ajustam-se perfeitamente ao corpo do soldado e não são estritamente padronizadas: os cabzés podem personalizá-las com emblemas de seu clã, condecorações pessoais, amuletos e talismãs. A forma dos capacetes varia de acordo com a graduação e a zebás. Ao contrário das demais zebás das zemens, as de cabzés geralmente não recebem simples números, mas nomes – geralmente o de constelações, principalmente as do zodíaco.

O papel dos cabzés é o de tropas de choque, preparadas para romper as melhores defesas do inimigo. Normalmente, as duas primeiras zebás de cada jin são formadas de senzés, melhor protegidos e as quatro outras são de dedzés. Em combate, as zebás de primeira classe normalmente vão à frente.

Cada esquadra tem agregada a si um zorzé (escudeiro), encarregado de ajustar e reparar as armaduras e de ajudar os cabzés a colocá-las. Normalmente, não participam do combate, mas limitam-se a proteger o equipamento, armados com cota de malha, escudo e espadas curtas. Podem ser eventualmente promovidos a cabzés, se cumprirem os requisitos físicos para isso.

Embora a seleção das tropas atlantes não siga critérios raciais, na prática os requisitos de tamanho e força restringem a participação nas coortes de hoplitas quase exclusivamente a senzares, ocasionalmente caris. É preciso, além disso, ter servido pelo menos três anos como razés ou cenzés para ser um dedzé e permanecer pelo menos mais três nessa categoria (e esperar por uma vaga) antes de ser promovido para a primeira e receber a ambicionada armadura dourada de oricalco.