Calípolis

De Crônicas de Atlântida - Wiki
Mapa de Pótnias e arredores (arte de Mushisan)
Calípolis
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Também conhecido como:
Pótnias, Pótnias Calípolis
População:
400.000 habitantes
Área:
3.800 km²
Grupos étnicos:
iavones (95%), outros (5%)
Capital:
Astu de Calípolis
População da capital:
205.000 habitantes


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Calípolis ("bela cidade"), oficialmente Pótnias Calípolis, "a bela cidade de Pótnia", às vezes também chamada apenas Pótnias, é a capital da Confederação Acaia, uma aliança de cidades-estado fundada por invasores de origem agartiana, mas que se tornou praticamente independente, tanto do ponto de vista político quanto do cultural.

Astu

Astu, a sede da cidade-estado de Pótnias Calípolis, cobre cerca de 220 hectares (2,2 km²). Estende-se até o Erídano e Ilissos, compreende o monte Pnix, e, do lado oposto, o monte Luca. É inteiramente guarnecida de terra e, salvo por pequeno número de locais, forma uma pequena chapada ou planalto em seu cume.

A periferia e as escarpas, que somam mais 6,8 km², formam a chamada Cidade Baixa, cercada por uma muralha e habitada pelos artesãos, pelos comerciantes e pelos agricultores que cultivam os campos em redor. Juntas, a Acrópole e a Catópole ou Cidade Baixa formam a Astu, a cidade propriamente dita.

Na parte superior, em torno do santuário de Pótnia, deusa da sabedoria e Prômato, deus do engenho, moram os guardiães, separados do resto. Ergueram em torno da Acrópole um cercado único, como em torno do parque de uma única residência. Habitam a parte Norte em alojamentos comuns; aí dispõem refeitórios para o inverno.

Visando permanecer à mesma distância da abundância excessiva e de uma pobreza servil, habitam moradas graciosas e simples, nas quais envelhecem; eles, seus filhos e seus netos: eles as transmitem, sempre as mesmas, aos seus semelhantes. A parte da Acrópole exposta ao Sul é usada para jardinagem, ginásios e refeitórios, abandonados na estação quente. Há só uma fonte, localizada no ponto mais alto da Acrópole, que fornece água generosa, igualmente sadia no verão e no inverno, para toda a Acrópole.

Dentre os guardiães, são escolhidos os arcontes, governantes de Pótnias, aceitos como chefes pelos outros Acaios. Cuidam para que em Pótnias o número de homens e mulheres capazes de portar armas seja sempre o mesmo, cerca de vinte mil.

Parália e Mesogeia

Cerca de 10 km a sudoeste, encontra-se o porto de Parália, o mais importante da Acaia, ligado à Acrópole de Pótnias por uma estrada ladeada por muralhas paralelas de vinte metros de altura e 6 km de comprimento, que formam um corredor com 180 metros de largura. O Pireu tem cerca de 400 hectares (4 km²) e é habitado principalmente por comerciantes, artesãos e pescadores. O espaço fechado pela dupla muralha e por uma muralha mais a leste, com cerca de 10 km², é conhecido como Mesogeia e considerado também parte da zona urbana, embora abranja apenas bosques, pastos e vilas de pescadores.

O Interior

O território sob o governo direto de Pótnias estende-se por cerca de 3.800 km² e inclui vilas e povoados como Oropos, Mégara, Elêusis, Kissos e Sôunion, ricas glebas de terra arável, pastos e montanhas cobertas por florestas, onde se cortam grandes árvores, próprias para montar as mais vastas construções. Em toda parte correm torrentes generosas das fontes e rios.

População e governo

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Mapa de Pótnias e arredores
Acima: Acrópole e imediações
Legenda: 1. templo de Teves, 2. Bula, o Conselho dos Guardiães, 3. Tolos, sede do Executivo, 4. Santuário de Matar e o arquivo do Estado, protegido pela deusa, 5. Corte de justiça, 6. Anfiteatro (local de reunião); 7. Auditório (música), 8. Armazém principal, 9. Fortaleza, 10. Torre do relógio e observatório meteorológico, 11. Alojamento e refeitório para estrangeiros, 12. Bosque sagrado, fonte principal e santuário de Pótnia e Prômato, 13. Teatro, 14. Arco do Triunfo, 15. Templo de Pitar, 16. Ginásio principal, 17. Campo para exercícios militares, 18. Alojamento de honra
Abaixo: Astu e Parália
Legenda: 19. Farol, 20. porto comercial, 21. porto militar, 22. golfo

A população total é de 400 mil habitantes, dos quais 180 mil são cidadãos, 40 mil metecos (estrangeiros livres e com direitos civis, mas sem direitos políticos) e 180 mil escravos. Dentre os cidadãos, 30 mil são crianças e jovens com status ainda indefinido (cerca de cinco mil dos quais filhos de guardiães, criados na Acrópole e os demais filhos do povo comum criados com suas famílias); 120 mil formam o povo comum – operários, marinheiros, pescadores, artesãos e artistas, magos, comerciantes, camponeses, em ordem de status crescente –; 20 mil são estraciotas, guardiães que desempenham o papel de guerreiros e estão em condições de portar armas; 7 mil são ex-guerreiros aposentados ou inválidos, 3 mil são guerreiras grávidas ou amamentando filhos pequenos; 30 são estudantes preparando-se para o papel de arcontes e 360 são os arcontes, que se reúnem e exercem funções legislativas na Bula.

A cada mês de 30 dias, 30 arcontes formam o comitê executivo que trabalha no Tolos e a cada dia do mês, um dos 30 preside o comitê, exercendo o papel de Chefe de Estado. Cada um dos guardiães, portanto, chefia o Estado por um dia a cada ano.

A população da Acrópole é de 35 mil guardiães com suas crianças, a da Cidade Baixa, de 105 mil cidadãos comuns, escravos e metecos, a da Mesogéia, 5 mil, a de Parália, 60 mil e a do interior (vilas e aldeias), mais 195 mil. Astu e Parália, juntas, têm condições de abrigar toda a população do interior, caso ela precise refugiar-se dentro das muralhas.

Os camponeses representam cerca de um terço dos cidadãos comuns. As terras aráveis são divididas em 5.040 concessões de produtividade estimada igual, com área média de 20 hectares, cada uma atribuída por concessão a uma família extensa de camponeses (tipicamente 9 ou 10 pessoas livres, possuindo um número equivalente de escravos), que pode perdê-la se não a cultivar devidamente. Neste caso, seus membros terão de encontrar trabalho como artesãos, comerciantes, pescadores ou marinheiros, profissões de prestígio inferior. Não há uma classe sacerdotal: essa função é exercida em rodízio por cidadãos comuns respeitados.

Educação

Homens e mulheres recebem a mesma educação e têm direitos iguais. Todas as crianças vão à escola até a maioridade, quando são submetidos a testes morais, físicos e mentais para determinar suas capacidades.

Os reprovados tornam-se produtores (demiourgoi), que podem ser comerciantes, trabalhadores ou agricultores e são autorizados a possuir dinheiro e propriedades (inclusive escravos) e formar famílias.

Os aprovados tornam-se guardiães (phulakoi) e passam em seguida por outro ciclo de educação e outro processo de seleção. Desta vez, se falham tornam-se meros guerreiros (stratiotai). Se bem-sucedidos, tornam-se estudantes (mathetai), destinados a serem futuros arcontes (arkhontes) e fazem estudos adicionais de filosofia. Depois retornam à vida militar até surgir uma vaga no conselho dos arcontes, a Boula, formado por trezentos e sessenta , o que costuma acontecer na meia-idade.

Todos os arcontes se reúnem quando é preciso votar leis. A cada mês, trinta formam o conselho executivo ou Pritania e a cada dia, um destes o preside. Assim, cada arconte é o Epístata, Chefe de Estado de Pótnias Calípolis, um dia por ano e isso o faz, por extensão, chefe de toda a Confederação Acaia. Pótnias Calípolis mantém representantes de cada uma das cinquenta eparquias, cada uma delas formada por muitas cidades-estados menores, e os reúne quando se trata de decidir em relação ao conjunto da federação.