Casamento

De Crônicas de Atlântida - Wiki

Os costumes relativos ao casamento variam conforme os diferentes povos de Kishar.

Senzares

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Salvo quando pactos matrimoniais especiais dispõem de outra maneira, o casamento entre os senzares é por tempo ilimitado (embora o divórcio seja admitido) e implica comunhão total de bens e herança matrilinear. Seja qual for a realidade biológica, a paternidade dos filhos de uma mulher casada é legalmente do marido, a menos que a paternidade de um terceiro seja reconhecida de comum acordo. Se há mais de um marido, ou um amante consentido (ron), cabe à mãe nomear o pai legal.

Normalmente, os senzares casam-se com cônjuges do mesmo clã e outra família – o coito com alguém da própria família, principalmente um irmão ou irmã, é uma das transgressões mais graves. Povos submetidos ao poder senzar podem seguir seus próprios costumes matrimoniais, mas casamentos mistos (que tenham um membro senzar) devem obedecer à lei senzar.

Casamentos entre famílias ricas e poderosas frequentemente são negociados entre patriarcas e matriarcas com ajuda de agentes matrimoniais, mas a vontade dos noivos, em última instância precisa ser respeitada, pois o casamento com o testemunho do xontô do distrito ou de um seu representante, acompanhado de dois cidadãos livres, de que os cônjuges se uniram de livre vontade. A cerimônia é, portanto, de caráter civil: é comum que adivinhos sejam chamados a escolher a data mais propícia e os noivos recebam a bênção de sacerdotes num templo adequado ou na própria casa, mas isso não é essencial. O xontô lê os termos do pacto - tradicionais ou especiais -, os noivos o repetem, explicitam sua concordância e chancelam o pergaminho oficial com seus selos pessoais. Então os noivos - normalmente vestidos com trajes de cerimônia, que incluem longos mantos ou capas - se sentam numa esteira ou banquinho, suas capas são amarradas uma à outra, dividem uma taça ou cuia de bebida e um pão ou bolo e dançam e se beijam amorosamente em público, antes de se recolherem para completarem o ritual em particular.

O concubinato é livre, mas a lei limita a poligamia legítima a um marido e duas esposas ou uma esposa e dois maridos, sem permitir irmãos ou primos paralelos entre os integrantes. Quando já existe um casamento a dois, é preciso o consentimento de ambos para se admitir um terceiro cônjuge. O casamento a três, que tem vários protótipos mitológicos de prestígio, é bem visto e até idealizado pela sociedade, que o vê como símbolo de perfeição, desprendimento e equilíbrio. Casamentos homossexuais são possíveis, mas incomuns. Na maioria das vezes, resultam de um casamento a três no qual o cônjuge de sexo diferente faleceu ou se separou.

Pessoas casadas costumam usar uma fina pulseira de metal dourado (ouro ou oricalco) para cada marido e uma de metal prateado (platina ou prata) para cada esposa.

Tlavatlis

Entre os tlavatlis, o casamento é flexível, admite qualquer número de parceiros e é apresentado com uma simples comunicação pública, usualmente acompanhada de uma festa. Só é considerado válido e consumado, porém, no momento em que nasce o primeiro filho - e a maioria das mulheres só se casa depois de constatada a gravidez. A herança é matrilinear e o divórcio também pode ser formalizado por simples comunicação pública dos interessados.

Mugais

A lei dos mugais permite a poliginia sem restrições, mas não aceita a poliandria e especifica a herança patrilinear do nome, dos direitos e dos deveres. Os casamentos tradicionais costumam ser arranjados pelos pais, mas o consentimento dos noivos é necessário.

Helcarianos

Os helcarianos são patrilineares quanto à transmissão do nome de família, mas fazem pouca distinção entre os direitos e privilégios dos dois sexos. O casamento é tipicamente grupal: todos os homens e mulheres de um subclã adotam o mesmo nome, são considerados casados entre si e dividem a responsabilidade pelos filhos.

Agartis

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Os agartis são normalmente monogâmicos e os casamentos, possíveis apenas dentro de uma mesma casta, quase sempre são arranjados - e sempre devem ser autorizados - pela casta sacerdotal, que segue critérios supostamente eugênicos e em nome deles pode, excepcionalmente, promover casamentos poligâmicos. Indivíduos considerados ineptos, doentios ou malformados são proibidos de se casar. As relações sexuais dentro do casamento são incentivadas mas reguladas pelos sacerdotes, que indicam dias e horas mais adequadas para a concepção de filhos saudáveis. Os homens que não sejam da casta sindhu podem ter concubinas ou procurar hetairas da casta yavana. Também podem possuir escravas-concubinas ou e prostitutas escravas de outras etnias, exploradas por senhores da casta pardhava.

Ao contrário do que se passa em Atlântida, em Agarta a cerimônia de casamento tem caráter religioso e sacramental. Embora realizado com a orientação de uma sacerdotisa e na presença de convidados, considera-se que a essência da cerimônia está nos três ritos a serem cumpridos pelos noivos dentro de um templo de Hauasa e na presença da imagem da deusa, depois de se desnudarem e confirmarem sua intenção de se casar: a partilha do sangue, a partilha de leite e mel e a partilha dos corpos, a ser efetuada numa câmara nupcial oculta atrás do altar, na qual devem passar a noite após a cerimônia. Há pequenas variações nos ritos conforme a casta dos noivos, mas esses pontos são comuns a todos.

Mesmo ilícito (ou seja, sem autorização dos sacerdotes competentes), um casamento efetuado de acordo com os ritos entre homem e mulher núbeis da mesma casta é teoricamente válido, mas poderia ser severamente punido.