Cidade Proibida

De Crônicas de Atlântida - Wiki
Cidade Proibida
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Também conhecido como:
Kamkihn
População:
100.000 habitantes
Área:
10 km²
Grupos étnicos:
senzares (60%), tlavatlis (20%), caris (10%) e outros (10%).
Capital:
-
População da capital:
100.000 habitantes


Planta da Cidade Proibida
A Cidade Exterior, vista da Cidade Proibida

A Cidade Proibida, em senzar Kamkihn, é complexo em torno do Paço Imperial e do Templo de Varjá que constitui o centro administrativo do Império Atlante e o centro geográfico da cidade de Atlântis.

O complexo não depende administrativamente da cidade de Atlântis, mas é gerida diretamente pelo Mordomo do Paço nomeado pelo Casal Imperial. Cobre uma área total de 10 km² (1.000 ha) e divide-se em três partes, nas quais o ingresso é cada vez mais restrito. Cem mil pessoas habitam esse complexo, incluindo trinta mil soldados da guarda imperial.

A maior das barreiras de água, aquela onde penetra o mar, tem largura de três estádios (seiscentos metros) e a de terra que se lhe segue tem igual largura. No segundo círculo, a barreira de água tem dois estádios (quatrocentos metros) de largura e a barreira de terra tem ainda uma largura igual. Mas a barreira de água que rodeia imediatamente a ilha central tem só um estádio (duzentos metros). A ilha, na qual se encontrava o palácio imperial, tem um diâmetro de cinco estádios (um quilômetro).

A ilha, as barreiras e a ponte (que tem a largura de trinta metros) são inteiramente circundadas de muros circulares de pedra revestidos de metal. Puseram torres e portas sobre as pontes em todos os lugares por onde passava o mar.

Tomaram a pedra necessária de sob a periferia da ilha central e de sob as barreiras, no exterior e no interior. Havia da branca, da negra e da vermelha. Ao mesmo tempo que extraíam a pedra, cavaram dentro da ilha duas bacias para navios, com o próprio rochedo como teto. E, das construções, umas são simples, e em outras, misturaram as espécies de pedras e variam as cores, para o prazer dos olhos, e dão-lhes desta maneira uma aparência naturalmente aprazível. O muro que rodeia a barreira mais externa foi revestido, em toda a volta, de cobre, que lhe serviu de reboco. Recobriram de estanho fundido a barreira interior e, quanto àquela que rodeava a própria Acrópole, guarneceram-na de oricalco, que tem reflexos de fogo.

Círculo Exterior

A parte menos inacessível é a ilha anular exterior (em senzar, Or'onté), protegida pela muralha revestida de cobre, tem uma área de 690 hectares, um terço da qual ocupada por uma larga pista circular gramada destinada a desfiles, exercícios militares e corridas de cavalos. É um picadeiro da largura de um estádio (200 metros) e com cerca de 7.500 metros de circunferência, o bastante longo para permitir aos cavalos fazer, na corrida, a volta completa da ilha anular. Em derredor, por toda a extensão, a distâncias regulares, há casernas para quase todo o efetivo da guarda imperial, bem como residências, bibliotecas, palácios administrativos, ginásios, jardins e conveniências para os funcionários civis de médio escalão e templos para muitos deuses. Os arsenais estão plenos de navios de guerra e todos os acessórios necessários para armá-las, em perfeita ordem. Cerca de setenta mil pessoas residem nessa ilha, o que inclui a maior parte da burocracia imperial e da guarda imperial.

Círculo Interior

Em seguida, vem a ilha anular interior (em senzar, Çar'onté), com 230 hectares, protegida pela muralha revestida de estanho. Vivem ali dezoito mil pessoas, incluindo os ministros, os aristocratas mais próximos da coroa e a elite da guarda imperial. as sedes dos ministérios e as residências de funcionários de mais alto escalão, bem como laboratórios e instituições que lidam com segredos de Estado.

Acrópole

São três mil pessoas na ilha central da Acrópole (em senzar, Kalkihn), incluindo a corte, o harém imperial, os sacerdotes, os mil homens mais fiéis da elite da guarda imperial e os servidores mais próximos. A ilha, cercada por uma muralha revestida de oricalco, cobre 80 hectares.

No meio da Acrópole, eleva-se o templo consagrado, nesse mesmo lugar, a Quaxar e a Varjá. O acesso é interditado, e é rodeado de um fecho de ouro. Segundo a lenda, foi lá que de início Quaxar e Varjá conceberam e deram à luz os dez antepassados das dinastias reais. Lá, a cada ano, vêm-se dos dez reinos da ilha de Rutá oferecer a cada um desses deuses os sacrifícios da estação. A sudoeste do templo, na base da colina, está o Paço Imperial, onde vivem a família imperial e seus servidores mais próximos.

Dois mananciais, um de água fria e outro de água quente, ambos de generosa abundância e maravilhosamente adequados para uso, pela amenidade e virtudes de suas águas, abastecem a ilha, dispondo-se em torno deles construções e plantações apropriadas à natureza das águas. Instalam em redor tanques, uns a céu aberto, outros cobertos, destinados aos banhos quentes no inverno: há, separados, os banhos reais e os dos particulares, outros para as mulheres, para os cavalos e para as outras alimárias, cada um com a decoração apropriada. A água daí proveniente, conduzem-na ao bosque sagrado de Varjá. Este bosque, graças à virtude do solo e do clima, compreende árvores de todas as essências, de beleza e altura divinas. Daí, fazem correr a água para as barreiras exteriores por canalizações construídas ao longo das pontes.

Os guerreiros que se distinguem dentre todos por sua fidelidade têm alojamentos no interior da própria Acrópole, perto do palácio imperial.