Cins

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Os cins são humanoides pequenos, esbeltos e inteligentes (Kisharanthropus sylvanus) que habitam as selvas tropicais e subtropicais de Kishar.

Descrição

A cor da pele varia entre morena ou negra. As orelhas são muito longas e pontudas. Os olhos costumam ser negros ou castanhos e os cabelos, negros, castanhos ou vermelhos.

São fisiologicamente similares aos humanos, mas possuem sentidos mais aguçados, visão noturna melhor e uma agilidade extraordinária. Também estão particularmente adaptados para viver na selva: trepam em árvores e movem-se sobre os galhos com rapidez e segurança impressionantes. Necessitam pouco de sono - três ou quatro horas por dia, divididas em cochilos esparsos -, são mais noturnos do que diurnos e rejeitam viver de forma sedentária e rotineira. Preferem viver em acampamentos, descansar em abrigos improvisados e alimentar-se de frutas e vegetais colhidas diretamente da natureza. Uma típica comunidade tem 50 a 200 indivíduos e ocupa cerca de 100 km² de selva tropical. Podem ouvir ultra-sons tão bem quanto cães e morcegos.

Outros traços que o distinguem dos humanos são o menor dimorfismo sexual físico: machos e fêmeas são praticamente do mesmo tamanho, têm a mesma escassa pilosidade (mesmo os machos nunca têm barba) e pouca diferença em estrutura corporal. Ambos os sexos costumam ter corpos esbeltos e ágeis. Os seios são quase inexistentes nas fêmeas jovens, mas tornam-se maiores e mais parecidos com os das mulheres humanas quando amamentam. As línguas são compridas e flexíveis.

Por outro lado, há uma marcada diferença de comportamento entre os sexos: os machos tendem a ser mais independentes e quietos, enquanto as fêmeas são gregárias, sociáveis e extrovertidas (embora haja exceções).

Possuem sociedades matriarcais, são sexualmente desinibidos e mantêm relações homossexuais com a mesma freqüência com que procuram o sexo oposto. A gravidez dura cerca de nove meses, ficam adultos aos 28 anos. Podem viver até duzentos anos, mas raramente alcançam a velhice na vida selvagem. São ocasionalmente capturados e usados como escravos, frequentemente no papel de malabaristas, tratadores de animais, brinquedos sexuais e guardas noturnos.

Cultura

Os cins falam muitas línguas e dialetos. Uma característica marcante dessas línguas é a tendência a se falar por meio de versos improvisados. A forma e o ritmo dos versos são parte significativa e essencial do conteúdo da mensagem – frases logicamente equivalentes são entendidas de forma radicalmente diferentes conforme a forma dos versos adotados (dáctilo, espondeu, jâmbico, troqueu, livre etc.), por exemplo. Falar em prosa é considerado rude – é algo que só se faz em situações de extrema urgência ou extrema irritação.

Praticamente todas as palavras têm inúmeros sinônimos tradicionais, mas os cins têm muita resistência a neologismos e a empréstimos de línguas estrangeiras, considerados bárbaros e vulgares.

Têm vozes são mais agudas e musicais que as dos humanos e costumam ser muito hábeis em imitar sons. São muito falantes (mesmo quando introvertidos), ótimos cantores e hábeis contadores de histórias, mas dão pouca atenção à lógica e à exatidão, embora possam ser profundos, à sua maneira.