Dhvaras

De Crônicas de Atlântida - Wiki
Mãe dhvara

Os dhvaras (palavra agarti), chamados em senzar dlus (dluh, na grafia própria) são uma espécie humanoide (Kisharanthropus pumilio) que habita cidades subterrâneas sob as montanhas do continente de Ralté, no planeta Kishar.

Descrição

Os dhvaras são de baixa estatura, fortes, robustos e inteligentes. A pele é geralmente pálida, os cabelos e barbas, geralmente ondulados, podem ser brancos, loiros, ruivos, castanhos ou negros. Os olhos podem ser azuis, verdes, cinzentos, castanhos ou negros. Tanto machos quanto fêmeas (com exceção das rainhas) têm, normalmente, longas barbas a partir da puberdade. É difícil identificar o sexo de um dhvara vestido, mesmo por outro dhvara que não o conheça. Apenas a Mãe perde a barba e desenvolve seios volumosos. Possuem sentidos aguçados e boa visão noturna.

Um típico clã de dhvaras possui de 300 a 400 indivíduos, divididos em castas: tipicamente 200 serviçais, 100 operários, 50 guerreiros – três ou quatro dos quais consortes da Mãe – e uma Mãe. Com exceção dos consortes e dos ex-consortes que permanecem no clã, todos os membros jovens do clã são filhos da mesma Mãe e os mais velhos são seus irmãos ou tios.

Os operários encarregam-se do trabalho pesado, principalmente a mecânica, a alquimia, a metalurgia e a lapidação, artes nas quais a civilização dhvara é mais desenvolvida. Suas obras de arte são extremamente valorizadas por atlantes e agartianos.

Governo

A Mãe (Amad, na língua própria dos dhvaras) é a matriarca do clã, decide sobre tudo que tem a ver com crianças, educação e saúde. Um de seus consortes faz o papel de regente, lidera os guerreiros, o comércio e a relação com outros clãs. Geralmente nomeia um de seus filhos como seu imediato e capitão dos guerreiros. Um dos operários – ou, mais raramente, um dos serviçais – é escolhido pela Mãe como ministro, encarregando-se da manutenção da residência e da organização do trabalho que não está relacionado ao serviço da rainha e das crianças.

Quase todos os dhvaras vivem em cidades-estados chamadas "cavernas" que reúnem dezenas ou centenas de clãs e milhares ou dezenas de milhares de habitantes. As Mães da mesma caverna formam uma espécie de Senado sob a presidência e liderança de uma Mãe Maior ou Amadel, matriarca de todo o Estado. Em Agarta, essas cidades-estados formam três federações, uma na região do Mairu, uma em Bhadrasva e uma em Mandara. Esta última compreende quatorze "cavernas" e é liderada pela Mãe Maior da caverna de Hurushulkîn.

Crenças

Os dhvaras são um dos povos mais materialistas do planeta Kishar. Embora respeitem os deuses, não os cultuam. Sua devoção está em primeiro lugar para com a Mãe, depois para com o clã e em terceiro lugar para com os consortes da Mãe. Dão, porém, grande valor às modalidades de magia para os quais são aptos, principalmente alquimia, magia artesanal e proteção contra feitiços.

Reprodução

A reprodução dos dhvaras é única entre os hominídeos. A Mãe é a única fêmea fértil e é responsável por todas as crianças da comunidade, que nascem depois de uma gravidez de 9 meses em ninhadas de até sete indivíduos. Normalmente, ninhadas de um ou dois bebês dão origem a guerreiros, de três ou quatro a operários e de cinco ou mais, a serviçais.

Os bebês começam a andar e falar entre 12 e 18 meses. Os dentes de leite surgem entre seis meses e dois anos e são substituídos pelos permanentes entre os 6 e os 12 anos. Tanto nos machos quanto nas fêmeas, a barba cresce a partir dos 13 anos e o crescimento se completa aos 15 anos para os serviçais, 17 para os operários e 19 para os guerreiros.

Se a Mãe morrer ou chegar à menopausa, uma jovem e dominante guerreira assume seu lugar. Depois de se impor às eventuais rivais, inibe a capacidade reprodutora das demais fêmeas do clã pela emissão de um feromônio contido em seu leite. Perde a barba, engorda enormemente e passa a parir, amamentar e criar crianças a cada dois anos. Ao longo de sua vida reprodutiva, pode gerar mais de quatrocentos filhos.

A Mãe escolhe alguns guerreiros jovens de outros clãs (tipicamente três ou quatro) como seus guardas pessoais e consortes. Estes são particularmente respeitados no clã, principalmente pelos mais jovens (muitos dos quais são seus filhos). São, porém, substituídos quando envelhecem e não têm nenhuma garantida de fidelidade: a Mãe se reserva o direito de receber visitantes machos de outros clãs e pode intercambiar seus machos com outras Mães.

Os demais membros do clã são normalmente estéreis e celibatários. De modo geral, os dhvaras (com exceção da Mãe e seus consortes) não têm interesse por sexo e preferem divertir-se em grupo, com canções, danças, banquetes e bebedeiras.

Doenças e acidentes à parte, a longevidade potencial média é de cerca de 400 anos. A Mãe chega à menopausa por volta dos 250 anos. Depois disso, perde parte de seu peso e a barba volta a crescer, de forma que se parece com qualquer guerreira idosa – embora continue a receber um tratamento especialmente respeitoso até o fim da vida.