Xonkon

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Xonkon é a administração de um distrito, geralmente formado por uma vila e pelo território circundante, com uma média de 1.000 habitantes e 4 km² na planície, mas 400 a 500 habitantes e 13 km² ou mais nas montanhas e uns 600 habitantes e 9 km² no litoral, ou por um bairro (3.000 habitantes e uns 20 ou 30 hectares, ou pouco mais) de uma cidade média.

É administrado por um xontô ou alcaide, escolhido entre os habitantes com estatuto de siociós ou superior pelo conjunto dos cidadãos livres e por um(a) juiz(a) de escalão semelhante, o(a) xonjum, com autoridade para julgar os casos envolvendo réus e litigantes de grau não superior a zorciós. Os xonkons também costumam ser a unidade de organização das milícias locais, cuja liderança cabe ao militar aposentado de maior graduação, que pode servir como reserva militar em tempo de guerra ou como polícia sob as ordens do ou da xonjum.

O xonkon é a organização mais democrática dentro do governo atlante e nele todo cidadão livre e capaz tem voz e voto e pode ter uma função. Nas zonas rurais, o xontô é responsável pelo amanho da terra, pela colheita, pelo pastoreio e por autorizar experiências agrícolas na sua região, bem como pelo bem-estar do povo. Nas zonas urbanas, é responsável principalmente pela limpeza e conservação dos bens públicos e pela regulamentação de atividades comerciais e particulares.

Em todos os casos, o xontô é responsável pela arrecadação das taxas para o governo central, culto oficial e educação, sob supervisão das autoridades superiores e também para pagar seus funcionários e prestar assistência social em sua jurisdição. Também é responsável pelas renovações de concessões de terras, gado e escravos que, em princípio, pertencem ao Casal Imperial. Normalmente são automáticas, mas podem ser canceladas ou reduzidas em caso de mau uso da concessão denunciado pelo xontô e julgado pela xonjum, ou como penalidade por falta ou omissão individual ou coletiva. Nesses casos, a concessão é geralmente redistribuída a indivíduos ou famílias consideradas merecedoras - alta produtividade agrícola e heroísmo militar, por exemplo, podem ser recompensados com acréscimo em terras para a família. O Casal Imperial também pode, em princípio, requisitar qualquer concessão para si a qualquer momento, mas esse privilégio raramente é exercido.

A maior parte das terras agrícolas e urbanas, na sociedade atlante, é concedida a famílias, a guildas e a indivíduos ricos, principalmente correntes-de-ouro e alguns correntes-de-prata excepcionalmente bem-sucedidos. Tais concessões não podem ser alienadas nem subdivididas sem autorização do xonkon, nem deixadas em herança a quem não seja herdeiro direto. Em caso de morte do proprietário sem herdeiro ou de extinção da família, tais posses revertem ao governo local até serem objeto de nova concessão. Ferramentas, galpões, residências e bens pessoais são, porém, propriedades privadas de indivíduos, clãs ou guildas que não podem ser expropriadas sem indenização, salvo como punição a crimes graves.

O xontô deve, em princípio, assegurar que nenhum cidadão livre fique sem o mínimo de alimento, cuidado médico e abrigo, redistribuindo para isso parte da arrecadação. A maioria dos atlantes livres dispõe, além disso, de assistência oferecida pelas guildas e clãs, que é mais generosa. Crime e fome são considerados conseqüências de sua desídia ou incapacidade e podem levar à sua destituição pela mesma assembléia que o elegeu ou pela administração superior.