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'''Madrinha''' (''ximu'', em [[senzar]]) é uma mulher que assume formalmente o papel de principal auxiliar e substituta preferencial da mãe no cuidado e criação de uma determinada criança. Esse papel, considerado muito honroso, é assumido em uma cerimônia especial que é independente de cerimônias do nome ou de outros ritos de passagem da criança.  
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'''Madrinha''' (''ximu'', em [[senzar]]) é uma mulher que assume formalmente o papel de principal auxiliar e substituta preferencial da mãe no cuidado e criação de uma determinada criança. Esse papel, considerado muito honroso, é assumido em uma cerimônia especial que é independente de cerimônias do nome ou de outros ritos de passagem da criança. Em caso de morte da mãe, a madrinha torna-se de fato a responsável pelo papel de mãe, mesmo que a criança tenha parentes mais próximos. O pai e o tio da criança podem continuar a desempenhar seus papéis, mas a madrinha torna-se a principal responsável pela criança pelo menos até a puberdade, quando os parentes masculinos (no caso dos meninos) passam a ter mais autoridade.
  
Não é obrigatório que toda criança tenha uma madrinha, que pode ser escolhida antes, logo depois ou mesmo anos depois do nascimento. Na cultura dos [[senzares]], a escolha de uma madrinha cabe apenas à mãe, que geralmente escolhe uma grande amiga, uma amante, uma irmã ou - tratando-se de casamentos bígamos - a outra esposa do marido.  
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Não é obrigatório que toda criança tenha uma madrinha, que pode ser escolhida antes, logo depois ou mesmo anos depois do nascimento. Na cultura dos [[senzares]], a escolha de uma madrinha cabe apenas à mãe, que geralmente escolhe uma grande amiga, amante, irmã ou coesposa. Costumes muito semelhantes existem entre [[tlavatlis]] e [[fomoris]].
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É possível que uma criança tenha mais de uma "madrinha" ou mãe-auxiliar, mas apenas uma pode ser a ''ximu'': as outras serão chamadas ''tlamu'', que é um título menos importante.
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Entre os [[mugais]], a prática existe (como também a de nomear padrinhos) mas é menos importante e geralmente tem um caráter apenas simbólico, pois o pai ou outros parentes normalmente respondem pela criança em caso de morte da mãe. Salvo casos excepcionais, é principalmente uma forma de homenagear amigos, principalmente se não tem filhos.
  
 
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Edição das 19h05min de 14 de junho de 2011

Madrinha (ximu, em senzar) é uma mulher que assume formalmente o papel de principal auxiliar e substituta preferencial da mãe no cuidado e criação de uma determinada criança. Esse papel, considerado muito honroso, é assumido em uma cerimônia especial que é independente de cerimônias do nome ou de outros ritos de passagem da criança. Em caso de morte da mãe, a madrinha torna-se de fato a responsável pelo papel de mãe, mesmo que a criança tenha parentes mais próximos. O pai e o tio da criança podem continuar a desempenhar seus papéis, mas a madrinha torna-se a principal responsável pela criança pelo menos até a puberdade, quando os parentes masculinos (no caso dos meninos) passam a ter mais autoridade.

Não é obrigatório que toda criança tenha uma madrinha, que pode ser escolhida antes, logo depois ou mesmo anos depois do nascimento. Na cultura dos senzares, a escolha de uma madrinha cabe apenas à mãe, que geralmente escolhe uma grande amiga, amante, irmã ou coesposa. Costumes muito semelhantes existem entre tlavatlis e fomoris.

É possível que uma criança tenha mais de uma "madrinha" ou mãe-auxiliar, mas apenas uma pode ser a ximu: as outras serão chamadas tlamu, que é um título menos importante.

Entre os mugais, a prática existe (como também a de nomear padrinhos) mas é menos importante e geralmente tem um caráter apenas simbólico, pois o pai ou outros parentes normalmente respondem pela criança em caso de morte da mãe. Salvo casos excepcionais, é principalmente uma forma de homenagear amigos, principalmente se não tem filhos.