Mudanças entre as edições de "Vean"

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'''Vean''' (''ve'an'' na grafia própria), sereias (feminino) ou tritões (masculino). Apesar de o nome popular em [[senzar]] significar literalmente "humano-peixe", trata-se de [[soans]] que combinam características de humano com mamíferos marinhos cuja espécie não foi claramente identificada, provavelmente uma foca. Podem ter de dois a três metros de comprimento e pesar de 65 a 130 quilos.  
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'''Vean''' (''ve'an'' na grafia própria), sereias (feminino) ou tritões (masculino). Apesar de o nome popular em [[senzar]] significar literalmente "humano-peixe", trata-se de [[soans]] que combinam características de humano com mamíferos marinhos cuja espécie não foi identificada com precisão, provavelmente um golfinho. Podem ter de dois a três metros de comprimento e pesar de 65 a 130 quilos.  
  
 
Podem ter ou não cabelo na cabeça (a calvície é comum nos machos), mas o resto do corpo é totalmente desprovido de pelos e, quando submersos, segrega uma fina camada oleosa verde-azulada que reduz significativamente o arrasto da água e permite uma maior velocidade.
 
Podem ter ou não cabelo na cabeça (a calvície é comum nos machos), mas o resto do corpo é totalmente desprovido de pelos e, quando submersos, segrega uma fina camada oleosa verde-azulada que reduz significativamente o arrasto da água e permite uma maior velocidade.

Edição das 16h55min de 19 de janeiro de 2016

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Vean (ve'an na grafia própria), sereias (feminino) ou tritões (masculino). Apesar de o nome popular em senzar significar literalmente "humano-peixe", trata-se de soans que combinam características de humano com mamíferos marinhos cuja espécie não foi identificada com precisão, provavelmente um golfinho. Podem ter de dois a três metros de comprimento e pesar de 65 a 130 quilos.

Podem ter ou não cabelo na cabeça (a calvície é comum nos machos), mas o resto do corpo é totalmente desprovido de pelos e, quando submersos, segrega uma fina camada oleosa verde-azulada que reduz significativamente o arrasto da água e permite uma maior velocidade.

Sua visão é mais aguçada que a dos humanos e veem tão bem dentro d’água quanto fora dela, depois de alguns segundos de adaptação (mais ou menos o mesmo tempo que levam humanos a passar da luz forte à escuridão e vice-versa). Os olhos possuem membranas nictitantes que os protegem da areia e dos detritos, córneas grandes e esféricas que lhes possibilitam ter visão nítida debaixo d’água, mesmo em águas escuras (possuem retinas refletoras, como os gatos). Fora d’água, o estreitamento da pupila compensa a miopia que seria de se esperar da anatomia de seus olhos, mas à custa da visão noturna, que em terra não é melhor que a dos humanos. Podem orientar-se na escuridão total do mar usando seu sentido de ecolocação.

Os narizes se selam automaticamente quando mergulham. Respiram apenas à superfície, com pulmões, mas são capazes de mergulhar e nadar sem respirar por mais de uma hora (e várias horas, se permanecerem imóveis). Podem também sobreviver indefinidamente fora d’água, se necessário. Neste caso, porém, arrastam-se penosamente – ou seja, podem, no máximo, mover-se à velocidade com que um humano conseguiria nadar.

Os órgãos sexuais são semelhantes aos de focas. Normalmente ficam embutidos dentro do corpo, praticamente invisíveis. As fêmeas dão à luz e amamentam seus filhotes de forma semelhante aos humanos. Alimentam-se normalmente de peixes e algas, mas também podem comer comida humana. Cabelos, olhos e pele têm variedade de cores mais ampla que os dos humanos: encontram-se indivíduos de cabelos e pele azul, verde ou prateada.

Os veans raramente foram escravos na história conhecida de Kishar. Embora se suponha que sua origem tenha sido semelhante ao dos demais soans, aparentemente libertaram-se muito cedo do domínio humano. Talvez por isso, os antigos senhores caris tenham desistido de criá-los, de maneira que a fórmula das magias necessárias se perdeu e sequer se sabe quais, exatamente, foram os animais usados para isso, embora sua anatomia aponte para uma ou mais espécies desconhecidas, talvez extintas, de golfinhos.

Alguns são nômades e vivem da pesca (geralmente com rede) e da coleta de algas em alto mar e são totalmente independentes da sociedade humana. Pouco interagem com humanos e raramente se aproximam do litoral, embora às vezes se congreguem perto de pequenas ilhas e atóis de coral em alto mar. Outros preferem as águas relativamente rasas do litoral e das baías – às vezes também grandes rios e lagos –, constroem aldeias e vilas submarinas com casas em formas de bolhas, cujo ar é abastecido por tubos cuja ponta é mantida à superfície por flutuadores de cortiça. Domesticam animais de carga e corte chamados segans, praticam a piscicultura e o cultivo sistemático de algas e um comércio regular com os atlantes.