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Os narizes se selam automaticamente quando mergulham. Respiram apenas à superfície, com pulmões, mas são capazes de mergulhar e nadar sem respirar por mais de uma hora (e várias horas, se permanecerem imóveis). Podem também sobreviver indefinidamente fora d’água, se necessário. Neste caso, porém, arrastam-se penosamente – ou seja, podem, no máximo, mover-se à velocidade com que um humano conseguiria nadar.
 
Os narizes se selam automaticamente quando mergulham. Respiram apenas à superfície, com pulmões, mas são capazes de mergulhar e nadar sem respirar por mais de uma hora (e várias horas, se permanecerem imóveis). Podem também sobreviver indefinidamente fora d’água, se necessário. Neste caso, porém, arrastam-se penosamente – ou seja, podem, no máximo, mover-se à velocidade com que um humano conseguiria nadar.
  
Os órgãos sexuais são semelhantes aos de focas. Normalmente ficam embutidos dentro do corpo, praticamente invisíveis. As fêmeas dão à luz e amamentam seus filhotes de forma semelhante aos humanos. Alimentam-se normalmente de peixes e algas, mas também podem comer comida humana. Cabelos, olhos e pele têm variedade de cores mais ampla que os dos humanos: encontram-se indivíduos de cabelos, olhos e pele azuis, verdes, rosadas, castanhas, negras e prateadas.
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Os órgãos sexuais normalmente ficam embutidos dentro do corpo, praticamente invisíveis. As fêmeas dão à luz e amamentam seus filhotes de forma semelhante aos humanos. Alimentam-se normalmente de peixes e algas, mas também podem comer comida humana. Cabelos, olhos e pele têm variedade de cores mais ampla que os dos humanos: encontram-se indivíduos de cabelos, olhos e pele azuis, verdes, rosadas, castanhas, negras e prateadas.
  
 
Os veans raramente foram escravos na história conhecida de [[Kishar]]. Embora se suponha que sua origem tenha sido semelhante ao dos demais soans, aparentemente libertaram-se muito cedo do domínio humano. Talvez por isso, os antigos senhores [[caris]] tenham desistido de criá-los, de maneira que a fórmula das magias necessárias se perdeu e sequer se sabe quais, exatamente, foram os animais usados para isso, embora sua anatomia aponte para uma ou mais espécies desconhecidas, talvez extintas, de golfinhos.
 
Os veans raramente foram escravos na história conhecida de [[Kishar]]. Embora se suponha que sua origem tenha sido semelhante ao dos demais soans, aparentemente libertaram-se muito cedo do domínio humano. Talvez por isso, os antigos senhores [[caris]] tenham desistido de criá-los, de maneira que a fórmula das magias necessárias se perdeu e sequer se sabe quais, exatamente, foram os animais usados para isso, embora sua anatomia aponte para uma ou mais espécies desconhecidas, talvez extintas, de golfinhos.
  
Alguns são nômades e vivem da pesca (geralmente com rede) e da coleta de algas em alto mar e são totalmente independentes da sociedade humana. Pouco interagem com humanos e raramente se aproximam do litoral, embora às vezes se congreguem perto de pequenas ilhas e atóis de coral em alto mar. Outros preferem as águas relativamente rasas do litoral e das baías – às vezes também grandes rios e lagos –, constroem aldeias e vilas submarinas com casas em formas de bolhas, cujo ar é abastecido por tubos cuja ponta é mantida à superfície por flutuadores de cortiça. Domesticam animais de carga e corte chamados [[segans]], praticam a piscicultura e o cultivo sistemático de algas e um comércio regular com os atlantes.  
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Alguns são nômades e vivem da pesca (geralmente com rede) e da coleta de algas em alto mar e são totalmente independentes da sociedade humana. Pouco interagem com humanos e raramente se aproximam do litoral, embora às vezes se congreguem perto de pequenas ilhas e atóis de coral em alto mar. Outros preferem as águas relativamente rasas do litoral e das baías – às vezes também grandes rios e lagos –, constroem aldeias e vilas submarinas com casas em formas de bolhas, cujo ar é abastecido por tubos cuja ponta é mantida à superfície por flutuadores de cortiça. Domesticam animais de carga e corte chamados [[kampos]], praticam a piscicultura e o cultivo sistemático de algas e um comércio regular com os atlantes.  
  
 
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Edição das 23h35min de 31 de janeiro de 2016

sereia (grávida)
tritão

Vean (ve'an na grafia própria), sereias (feminino) ou tritões (masculino). Apesar de o nome popular em senzar significar literalmente "humano-peixe", trata-se de soans que combinam características de humano com mamíferos marinhos cuja espécie não foi identificada com precisão, provavelmente um golfinho. Podem ter de dois a três metros de comprimento e pesar de 65 a 130 quilos.

Podem ter ou não cabelo na cabeça (a calvície é comum nos machos), mas o resto do corpo é totalmente desprovido de pelos e, quando submersos, segrega uma fina camada oleosa verde-azulada que reduz significativamente o arrasto da água e permite uma maior velocidade.

Sua visão é mais aguçada que a dos humanos e veem tão bem dentro d’água quanto fora dela, depois de alguns segundos de adaptação (mais ou menos o mesmo tempo que levam humanos a passar da luz forte à escuridão e vice-versa). Os olhos possuem membranas nictitantes que os protegem da areia e dos detritos, córneas grandes e esféricas que lhes possibilitam ter visão nítida debaixo d’água, mesmo em águas escuras (possuem retinas refletoras, como os gatos). Fora d’água, o estreitamento da pupila compensa a miopia que seria de se esperar da anatomia de seus olhos, mas à custa da visão noturna, que em terra não é melhor que a dos humanos. Podem orientar-se na escuridão total do mar usando seu sentido de ecolocação.

Os narizes se selam automaticamente quando mergulham. Respiram apenas à superfície, com pulmões, mas são capazes de mergulhar e nadar sem respirar por mais de uma hora (e várias horas, se permanecerem imóveis). Podem também sobreviver indefinidamente fora d’água, se necessário. Neste caso, porém, arrastam-se penosamente – ou seja, podem, no máximo, mover-se à velocidade com que um humano conseguiria nadar.

Os órgãos sexuais normalmente ficam embutidos dentro do corpo, praticamente invisíveis. As fêmeas dão à luz e amamentam seus filhotes de forma semelhante aos humanos. Alimentam-se normalmente de peixes e algas, mas também podem comer comida humana. Cabelos, olhos e pele têm variedade de cores mais ampla que os dos humanos: encontram-se indivíduos de cabelos, olhos e pele azuis, verdes, rosadas, castanhas, negras e prateadas.

Os veans raramente foram escravos na história conhecida de Kishar. Embora se suponha que sua origem tenha sido semelhante ao dos demais soans, aparentemente libertaram-se muito cedo do domínio humano. Talvez por isso, os antigos senhores caris tenham desistido de criá-los, de maneira que a fórmula das magias necessárias se perdeu e sequer se sabe quais, exatamente, foram os animais usados para isso, embora sua anatomia aponte para uma ou mais espécies desconhecidas, talvez extintas, de golfinhos.

Alguns são nômades e vivem da pesca (geralmente com rede) e da coleta de algas em alto mar e são totalmente independentes da sociedade humana. Pouco interagem com humanos e raramente se aproximam do litoral, embora às vezes se congreguem perto de pequenas ilhas e atóis de coral em alto mar. Outros preferem as águas relativamente rasas do litoral e das baías – às vezes também grandes rios e lagos –, constroem aldeias e vilas submarinas com casas em formas de bolhas, cujo ar é abastecido por tubos cuja ponta é mantida à superfície por flutuadores de cortiça. Domesticam animais de carga e corte chamados kampos, praticam a piscicultura e o cultivo sistemático de algas e um comércio regular com os atlantes.