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Panteão senzar

De Wiki - Crônicas de Atlântida

O Panteão senzar é o conjunto dos deuses senzares, cujas relações se inserem em uma mitologia complexa e são produto de uma longa história que inclui a do desaparecido Império Senzar e a do atual Império Atlante. Abaixo estão listados os 48 mais importantes, organizados por grupos e famílias de acordo com os conflitos que os uniram ou dividiram.

ordem família divindade imagem sexo mãe pai cônjuge
Primeira ordem ou Primeiro panteão
Este grupo inclui os deuses mais antigos: os três deuses da criação, Dertau e Tliné, primeiros deuses da ordem e Raan e Nenguá, primeiros deuses da destruição. Esses foram originalmente os sete deuses supremos dos senzares, aos quais se subordinavam os doze deuses da natureza e os deuses menores que eram seus descendentes ou criaturas. Essa hierarquia entrou em colapso quando Tliné seduziu Ralci, filho de Raan, ao mesmo tempo que outro de seus filhos, Guessod, se apaixonava por uma filha de Muxan, a bela Kupás. Raan, inconformado, entrou em guerra com seus irmãos e com os próprios filhos rebeldes. Tinha a seu lado apenas seus outros dois filhos, Pasfad e Guindon, pois Nenguá jamais se submeteu ou aceitou sua corte, mas sendo um deus poderoso e impiedoso que tinha como seguidores os mais cruéis e ferozes dos guerreiros, a disputa foi inicialmente equilibrada. Iniciou-se um conflito que dividiu o panteão, provocou o colapso da Terod e cujo reflexo na vida humana foi a guerra civil que levou ao colapso da dinastia Quar em 50 dfA.
deuses da criação
Originalmente contados entre os deuses supremos, estes deuses passaram a segundo plano após a queda da Terod e da dinastia Quar, sem ser totalmente esquecidos. Apesar de terem poucos templos a eles especialmente dedicados, são honrados tanto pelo culto oficial quanto pelos ralcianistas e pelos seguidores de Raan, permanecendo como símbolos de unidade e imparcialidade ante as divisões de seus descendentes.
Gumu
Temu Gumu Gumu Denfu
Denfu Gumu Gumu Temu
deuses da ordem
Dertau e Tliné eram os deuses da ordem originais, enquanto Ralci era um deus menor da destruição, filho de Raan. A sedução deste por Tliné pôs abaixo o antigo equilíbrio e levou ao conflito que dividiu os deuses supremos originais. Vencidos, os seguidores de Dertau, Tliné e Ralci recusaram-se a se submeter e fugiram para Minté, onde fundaram uma nova religião, o ralcianismo, que venera esses três como os deuses supremos. Embora esses deuses não recebam mais culto oficial na maior parte dos Estados senzares, seu culto é dominante em Minté e é abertamente praticado e oficialmente tolerado em Atlântida, apesar de considerado "estrangeiro".
Dertau Temu Denfu
Tliné Temu Denfu Ralci
Ralci Temu Raan Tliné
deuses da destruição
Mesmo abandonado por Ralci, Nenguá e Guessod, Raan era o deus individualmente mais poderoso e tinha os guerreiros mais ferozes como seus seguidores. Aliado apenas a Guindon e Pasfad, pôde sobrepujar todos os demais deuses até Dotlás e Karmó organizarem uma ampla coalizão com uma estratégia competente. Os raanistas voltaram a sair da clandestinidade para o poder em 1595, mas perderam o controle sobre Rutá em 1616 e foram derrubados na própria Tolan em 1727. Raan deixou de ter culto oficial tanto no Império Senzar, enquanto existiu, quanto no novo Império Atlante, mas alguns militares e aristocratas continuaram a cultuá-lo. O grau de tolerância a seu culto variou ao longo da história. Hoje, o governo imperial não o vê com bons olhos mas também não o reprime. Os raanistas veem os deuses do segundo e terceiro panteão como usurpadores e esperam o retorno de Raan ao posto supremo que lhe convém como o deus que expressa a verdade mais profunda sobre o Universo, o da lei do mais forte.
Raan Temu Denfu
Pasfad Temu Raan Guindon
Guindon Temu Raan Pasfad
deuses da terra
Estão entre os deuses mais antigos, venerados pelos senzares desde o tempo em que eram tribos primitivas das florestas de Muté. Raramente lhes foram construídos templos grandiosos ou grandes cerimônias estatais, mas nunca deixaram de ser populares. Recusaram-se a tomar partido entre os deuses da ordem e os da destruição e ficaram à margem do culto oficial quando da ascensão dos deuses da ordem e da dinastia Guar e satisfizeram-se com o culto tradicional nas zonas rurais, com exceção de dois deles: Varjá e Muxan. Quando da segunda grande crise da civilização senzar, estes deixaram o grupo dos deuses da terra para assumir a liderança de uma nova aliança de deuses.
Fontis Temu Denfu Kedlon
Kedlon Temu Denfu Fontis
Sanci Fontis Kedlon
Sozin Temu Denfu Kukiô
Kukiô Temu Denfu Sozin
Nenguin Sozin Kukiô
Dentar Sozin Kukiô
Segunda ordem ou Segundo panteão
Na crise que se seguiu ao conflito entre os deuses da ordem e da destruição e à queda da dinastia Quar, Dotlás, o deus da astúcia e da ousadia, encontrou sua oportunidade. Juntamente com sua filha Karmó, criou um chefe nato, o jovem Quargad, concedeu-lhe o domínio de parte dos poderes dos deuses reunidos em um par de espadas mágicas e o manipulou para que reunificasse o Império Senzar sob sua orientação. Os seguidores dos deuses da criação aceitaram a nova ordem, mas os seguidores de Raan foram derrotados e postos fora da lei e os de Tliné preferiram fugir para a ilha de Rutá a se submeter à nova dinastia Guar, fundando nas montanhas de Minté uma nova religião, que veio a ser chamada Ralcianismo. Os deuses da humanidade passaram a constituir o primeiro escalão do poder divino, tendo como subordinados imediatos os chamados deuses menores da humanidade (identificados com os primeiros humanos que teriam sido criados por Karmó e seus irmãos), os deuses da criação e parte dos deuses da natureza - os chamados deuses da luz - que foram seus aliados de primeira hora.
deuses maiores da humanidade
Na origem da civilização senzar, eram secundários, mas distinguiam-se pela astúcia e pelo entendimento superior da psicologia humana em geral e da cultura senzar em especial. Sua articulação bem-sucedida da luta contra Raan os fez deuses supremos do Império Senzar enquanto a dinastia Guar esteve no poder, mas perderam prestígio ao serem surpreendidos pelo inesperado golpe de Raan em 1595. Quando Varjá recuperou as espadas de Quargad e propôs uma aliança, aceitaram o acordo para lhe entregar o poder na ilha de Rutá, enquanto continuavam a luta contra Raan no continente. Com ajuda de Varjá, conseguiram a vitória em 1727, mas lutaram inutilmente por restaurar a velha ordem centralizada, enquanto o novo Império Atlante, mais flexível e moderno, se tornava um poder global. Por fim, decidiram aceitar a liderança de Varjá também no continente, fazendo-o entregar-se a Atlântida com pouca resistência, em troca da posição de ministros e conselheiros do novo poder. Apesar de não serem mais vistos como deuses supremos, ainda são os deuses mais populares entre os senzares urbanos. O Templo Tricolor a eles dedicado em Atlântis é considerado o segundo mais importante do Império, depois do Templo de Varjá na Cidade Proibida. Antigos paladinos da Ralrod, a velha lei do Império Senzar, são mais conservadores que o novo poder. Desdenham o comércio e o dinheiro e não veem com bons olhos a mistura de etnias e a ascensão de não-senzares a altos cargos.
Tloí Muxan Varjá Dotlás
Dotlás Temu Denfu Tloí
Karmó Tloí Dotlás Tliká e Kiném
Tliká Tloí Dotlás Karmó e Kiném
Kiném Tloí Dotlás Tliká e Karmó
deuses menores da humanidade
Acredita-se que estes deuses são o resultado da divinização dos primeiros seres humanos - ou, segundo outras interpretações, dos primeiros senzares -, criados, de acordo com o mito senzar, por Karmó, Tliká e Kiném. Sua importância diminuiu após a queda do Império Senzar, mas não foram esquecidos. A ilha Karmotis, onde supostamente viveram, é sagrada em Atlântida.
Kadmon
Nová Fogui
Fogui Nová
Faddá Nová Fogui Sannu
Sannu Nová Fogui Faddá
Uluci Faddá Sannu
deuses da luz
Estes deuses da natureza alinharam-se aos deuses da humanidade na luta contra Raan e foram recompensados com posições elevadas no panteão. Mantiveram-se fiéis a eles em tempos difíceis, quando Raan recuperou a hegemonia, mas não se juntaram a Varjá e Muxan quando estes criaram uma novo poder em Rutá, o que os fez decair para um patamar de menor importância quando o Império Atlante conquistou os antigos territórios senzares do continente.
Sanin Temu Denfu Kaltlam
Kaltlam Temu Denfu Sanin
Derjó Sanin Kaltlam Vedriô e Sunó
Vedriô Sanin Kaltlam Derjó e Sunó
Sunó Sanin Kaltlam Derjó e Vedriô
Terceira ordem ou Terceiro panteão
Em 1595 dfA, um golpe de Estado inspirado por Raan derrubou a dinastia fundada por Quargad e restaurou Raan como o deus supremo dos senzares em Tolan e as espadas de Quargad foram jogadas ao mar pelo último herdeiro. A nova dinastia teve dificuldades, porém, em unificar todos os domínios senzares sob sua liderança. Varjá e Muxan, até então simples deuses das águas salgadas e doces, contados entre os deuses da terra, resgataram as espadas mágicas, urdiram um novo plano e convenceram os deuses da humanidade a aceitarem sua liderança. Em 1616, criaram e inspiraram um novo líder, Atlás, a unificar os reinos da ilha de Rutá, todos então sob domínio de dinastias senzares e deram origem a um novo Império, de caráter federal e multiétnico, enquanto uma nova ordem de deuses assumia a liderança. Varjá, Muxan e seus aliados mais próximos constituíram o novo grupo dos deuses dominantes, os "deuses do poder", aos quais se juntaram o próprio Atlás e sua mãe Quaxar, divinizados e os "deuses da sombra" que eram os deuses da natureza mais próximos de Varjá e Muxan. Os antigos "deuses da humanidade", que passaram a ser seus conselheiros e primeiros servidores. Os ralcianistas de Minté permaneceram teimosamente fiéis a Ralci, Tliné e Dertau, mantendo sua antiga religião à parte enquanto aceitavam a hegemonia política dos descendentes de Atlás.
deuses maiores do poder
Varjá e Muxan eram originalmente deuses da natureza, mas vieram a adquirir laços especiais com a civilização por sua relação com a água como via de transporte e sustentáculo da agricultura, respectivamente. Ao resgatarem as espadas de Quargad, conceberam um plano para patrocinar uma nova aliança na ilha de Rutá e emancipá-la do Império Senzar, dominado por Raan, conseguindo o apoio imediato do antigo deus da destruição Guessod e de sua filha Ared, bem como dos deuses da humanidade Kupás e Voris. Os demais deuses da humanidade apoiaram a empreitada como forma de enfraquecer o poder de Raan, mas continuaram a lutar pelo papel de deuses supremos no continente. A nova nação patrocinada por Varjá mostrou-se dinâmica e poderosa, dominou os mares e construiu um grande império. Os deuses da humanidade retomaram o poder em Tolan, mas não conseguiram restaurar sua antiga harmonia e prosperidade, nem fazer o povo voltar às antigas leis e costumes. Ao constatar o crescimento do poder avassalador de Varjá e de sua Atlântida, reconheceram ser mais vantajoso fazer um acordo enquanto ainda estavam em posição de relativo poder. Negociaram a unificação e fizeram seus seguidores aceitar o domínio atlante quase sem luta, em troca do lugar de conselheiros e auxiliares dos novos deuses do poder. O culto destes é a religião oficial do Império Atlante, à qual todos os súditos, de todas as etnias, são obrigados a contribuir e mostrar respeito, sob pena de condenação por impiedade e o Templo de Varjá na Cidade Proibida é o mais sagrado de todo o Império, considerado como seu centro místico. Em relação aos seus antecessores, os deuses do poder mostram mais abertura a ideias estrangeiras e à convivência e cooperação com outras etnias - influência de Varjá, deus do mar e também do comércio e das viagens marítimas e do contato entre as nações - e também mais flexibilidade em relação às leis, moral e costumes, por influência de Muxan, deusa da água doce, da chuva e da irrigação que veio a se tornar também a deusa da compaixão. Este conjunto de ideias e pontos de vista veio a ser conhecido como Zanrod, a nova lei.
Muxan Temu Denfu Varjá e Quaxar
Varjá Temu Denfu Muxan e Quaxar
Kupás Muxan Varjá Guessod
Guessod Temu Raan Kupás
Ared Kupás Guessod
Voris Temu Denfu
deuses menores do poder
Tecnicamente deuses menores, por serem humanos divinizados e não descendentes diretos de Denfu e Temu, Quaxar e Atlás são na prática quase tão importantes quanto os deuses maiores. São os padroeiros do Casal Imperial e de sua dinastia e seu culto é igualmente oficial em Atlântida e suas colônias, embora subordinado ao de Varjá e Muxan, padroeiros do Império Atlante.
Quaxar Varjá e Muxan
Atlás Quaxar Varjá
deuses da sombra
São um grupo de deuses da natureza que, por estarem também relacionados ao inconsciente e à magia, também estabeleceram uma relação mais intensa com a civilização humana, compreenderam o ponto de vista de Varjá, associaram-se a ele desde a primeira hora e ganharam uma posição relativamente privilegiada no panteão atlante. Gutis, padroeiro dos juramentos e da constituição da união de Rutá e responsável pela punição dos perjuros, é particularmente importante como contrapeso à tolerância de Muxan.
Minzin Temu Denfu Gutis
Gutis Temu Denfu Minzin
Derder Minzin Gutis Rebvó
Rebvó Muxan Varjá Derder
Zinzin Minzin Gutis Baquer
Baquer Sozin Kukiô Minzin
Sissó Zinzin Baquer
deusa da loucura
Originalmente uma deusa da destruição, não participou da luta entre Raan e Tliné, nem de Raan com os deuses da humanidade, mas ajudou Varjá por seus próprios motivos misteriosos. Não aceitou sua liderança, nem um lugar no seu panteão, mas Atlântida, por gratidão, autoriza seu estranho culto.
Leguá Temu Denfu

Ver também

Genealogia dos deuses senzares

Ferramentas pessoais
TOOLBOX
LANGUAGES
Acessos