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Raltlor

De Wiki - Crônicas de Atlântida

A vila de Raltlor e suas vizinhanças
A vila de Raltlor e suas vizinhanças
Vista de Raltlor
Vista de Raltlor

Raltlor, "velha pirâmide" em senzar, é o nome de uma vila perto do extremo oriental da grande planície subtropical de Atlântida e do distrito por ela governado.

O Distrito de Raltlor

O distrito de Raltlor, um quadrado de dois quilômetros de lado com cerca de 1.000 habitantes, inclui a vila de Raltlor e a vizinha aldeia de pescadores de Tochiwayo, com cerca de 300 habitantes. A leste, o distrito é limitado por um dos canais secundários que cruzam a planície, cada um deles com cerca de 30 metros de largura, que podem ser navegados por embarcações de médio porte. A norte, sul e oeste, é limitado por canais de irrigação terciários, navegáveis apenas por botes e gôndolas. Tosá, a sede do município, fica 40 estádios para o sul, seguindo pelo canal secundário a leste do distrito.

A vila principal de Raltlor foi construída sobre a metade sul de um morro com aproximadamente um quilômetro e meio de comprimento no sentido norte-sul, 600 metros de largura e 150 metros de altura média, chegando a duzentos no ponto mais alto. Um pouco ao sul do centro da vila encontra-se seu templo principal, dedicado a Minzin, deusa da noite e dos astros, Gutis, seu esposo, deus da astrologia, da verdade e dos juramentos e seus filhos.

A metade norte do morro forma um promontório sobre um pequeno lago, conhecido em senzar como Teptor (lago da borboleta). No alto do promontório, no ponto mais alto do morro, há um velho templo piramidal, abandonado e com fama de mal-assombrado, mas que dá o nome à vila e ao distrito.

O morro e o lago não só quebram a monotonia da paisagem da grande planície e dão a Raltlor um perfil muito característico, como também lhe dão uma prosperidade superior à da maioria das cerca de 60 mil vilas que pontilham a planície. O morro, um afloramento vulcânico de solo muito fértil, é particularmente adequado ao cultivo de videiras que produzem um dos melhores vinhos de Atlântida (ainda que os esnobes os considerem inferiores aos melhores vinhos acaios). Também preserva a vila da inundação periódica, decorrente do derretimento das neves nas regiões montanhosas do centro da ilha de Rutá, que cobre e fertiliza a grande planície a cada verão e possibilita à vila de Raltlor ostentar uma arquitetura incomumente majestosa para uma vila dessa região.

O lago, muito piscoso, proporciona uma receita significativa com a venda de peixe fresco e salgado às vilas vizinhas e sustenta uma antiga aldeia de pescadores. É conhecida como Tochiwayo, nome tlavatli do lago. Ao norte do lago, está a vila de Teptor (nome senzar do lago), que é sede do distrito vizinho.

A oeste do lago, há uma pequena floresta (cerca de 100 hectares) conhecida como Sissã Lam, “Bosque dos Cervos”, reserva protegida pelo governo do distrito. O restante das terras estão ocupadas, na maior parte, por fazendas que cultivam arroz, algodão, milho, uvas, e cana-de-açúcar ou criam animais, principalmente porcos e cavalos. Com exceção das plantações sobre o morro e os socalcos (“degraus”) construídos em suas encostas, dedicados principalmente a vinhas, as terras aráveis são baixas e cruzadas por pequenos canais de irrigação, geralmente margeados por palmeiras e outras árvores. Nessas propriedades, não há casas, mas apenas abrigos para animais e depósitos de materiais, pois os donos e trabalhadores moram na vila de Raltlor ou na aldeia tlavatli.

Política e sociedade

Quase todas as terras agrícolas pertencem à comunidade senzar de Raltlor, cuja vida política e econômica é dominada pela rivalidade entre dois clãs, Zi (clã do Leão) e Ralfu (clã do Tigre), que têm se alternado nos postos de prestígio da vila, dos quais os mais importantes são os de alcaide, de juiz, de chefe da milícia distrital e os de sumos-sacerdotes de Minzin e de Gutis.

O conselho da vila faz periodicamente uma redivisão da maior parte das terras entre as famílias desses dois clãs (como, por exemplo, as famílias Temtés e Akós do clã Zi), de acordo com o tamanho de cada família e o prestígio e as honras conquistadas por seus membros, como determina a lei atlante. Cada família senzar – tipicamente por vários casais e várias gerações, somando dez a trinta pessoas – detém uma gleba de 5 a 20 hectares. Umas poucas famílias de outros grandes clãs – importantes em outros distritos de Atlântida, mas minoritários em Raltlor – também possuem glebas.

Além dos camponeses e funcionários senzares e dos pescadores e artesãos tlavatlis, também vivem na vila algumas famílias de comerciantes caris.

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