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Império de Agarta

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Império de Agarta e suas regiões e vizinhanças (arte de Mushisan)
Império de Agarta e suas regiões e vizinhanças (arte de Mushisan)
Império de Agarta
Também conhecido como:
Império Agarti, Agarta
População:
500.000.000 habitantes
Área:
45.700.000 km²
Grupos étnicos:
agartis (40%), mugais (40%), helcarianos (10%) ziaans e lems(10%).
Capital:
População da capital:
3.700.000 habitantes


Império de Agarta, Império Agarti ou simplesmente Agarta, é o segundo Estado mais poderoso do planeta Kishar e, sob alguns aspectos, o mais avançado tecnologicamente. Ocupa a maior parte do continente de Ralté, o leste de Tuté, o continente de Nungar e as ilhas adjacentes. Os territórios sob sua autoridade direta cobrem 45,7 milhões de quilômetros quadrados e abrigam 500 milhões de pessoas.

Incluindo os estados vassalos de Acaia, Bárria, Aíria e Bárata, o total atinge 55,45 milhões de quilômetros quadrados e 665 milhões de pessoas, mas a fidelidade desses vassalos, principalmente a dos dois primeiros, é cada vez mais problemática.

A etnia conhecida como agarti parece ter-se originado de um ramo dos dengus, levemente mestiçados com senzares, fomoris e caris. Após a fundação do Império de Agarta formou-se o sistema de castas, por meio de seleção e imposição de casamentos pelos sacerdotes. Surgiram assim a casta sindhu, sacerdotal, intelectual e administrativa, a casta tauta, guerreira, pragmática e empreendedora; a casta pardhava, nômade, pastoril e mercadora; a casta arabaya, camponesa e construtora; e a casta yavana, poética e artística, em ordem hierárquica decrescente. Todos estes, porém, eram considerados superiores aos helcarianos, mugais, ziaans e lems conquistados, reduzidos a hilotas (escravos do Estado) ou a escravos privados.

Cultura e ideologia

Os descendentes dos invasores originais e suas tribos aliadas – que eram descendentes de dengus mais ou menos misturados com povos vizinhos – são considerados “agartis”, isto é “fidalgos”, e sujeitam-se a um código de honra. Todo trabalho, seja qual for, deve ser considerado honroso, se for feito para o Manu. Deve-se cultivar o sentimento da irmandade e cortesia mútua entre os agartis. Devem demonstrar respeito e gratidão pelos mais velhos e uma completa ausência de auto-afirmação. Devem confiar uns nos outros e acreditar que os atos alheios são fruto de boas intenções, até prova em contrário. A palavra de um homem deve bastar; é considerado indigno de um agarti quebrá-la.

O sentimento de fraternidade, entretanto, não se estende para fora dos que são considerados agartis. É o caso dos servos helcarianos, considerados por eles astutos, matreiros e desmerecedores de confiança. Rigor, reserva e dureza caracterizam a política dos agartis nos países por eles submetidos. Desprezam os estrangeiros e não os admitem no interior de suas casas, encontrando-os quando necessário apenas no pátio externo. Há casas e pátios separados para hospedagem de eventuais caravanas de mercadores e embaixadores de outras nações. São recebidos com hospitalidade e cortesia formais, mas tratados sempre com uma reserva inalterável que assinala uma barreira intransponível.

Magia e ciência, considerados conhecimentos secretos, são usados muito menos intensivamente que na Atlântida. As máquinas são mais simples e se utiliza mais trabalho manual. Alega-se que os agartianos não devem imitar o luxo, a sofisticação, o conforto, a rivalidade e o orgulho individualista dos atlantes.

Os instrutores de ciências ocultas põem muito cuidado na seleção de discípulos, destinados a formar parte da casta sacerdotal. Um ministro do Manu exerce a superintendência das classes. Os estudantes mais adiantados têm para com o Estado o dever de manter as províncias do Império em mútuo contato. Para isso, há comissários para várias províncias, dando cada qual informação relativa à terra a seu cargo, obtida por clarividência e outros meios ocultos. Estudantes mais avançados transmitem por telepatia as instruções do Manu aos governadores e vice-reis, bem como suas mensagens de paz e guerra.

Não há jornais, nem qualquer meio de informação pública além do Estado, que mantém um escritório de informação geral onde os cidadãos qualificados podem procurar as notícias que lhe interessarem. Não é costume dar-lhes publicidade generalizada.

História

Cerca de 1500 afA, nas costas dos mares frios setentrionais, surgiu a cultura dos navegadores dengus, que se espalhou pelos mares setentrionais e colonizou a ilha de Thule e o norte da ilha de Rutá. Em torno de 1000 afA, um chefe tribal que a lenda chama de Vaudana afirmou seu domínio sobre as tribos vizinhas e proclamou-se rei, embora os dengus do ultramar, incluindo o sumo-sacerdote de Thule, se recusassem a reconhecer sua suserania. Por muitos séculos, o reino de Agarta, originalmente Asugarta ("Território dos Asu", a tribo de Vaudana), foi um Estado pobre, pequeno e bárbaro, apesar das pretensões de superioridade em relação a seus vizinhos.

Kishar no ano 50 afA
Kishar no ano 50 afA

Por volta de 780 dfA, Rudhra, rei de Agarta, conseguiu organizar seus turbulentos guerreiros no exército mais disciplinado e eficiente que seu mundo jamais vira. Esse exército foi lançado contra os helcarianos e, numa série de impressionantes vitórias, arrebatou-lhes a maior parte de seus domínios, incluindo a cidade sagrada de Xambala, na qual Rudhra se proclamou Imperador do Mundo. Foi derrotado e morto em 808 dfA ao tentar invadir e conquistar o Império Cari, então em seu apogeu, mas seus sucessores continuaram a fustigar o grande rival. Suas periódicas incursões foram um dos principais motivos para a transferência da capital cari de Ki para Mempi.

Kishar no ano 1000 dfA
Kishar no ano 1000 dfA

A partir de 1513 dfA, o Império Cari, depois de dois séculos de decadência econômica e agitações políticas, foi dilacerado por uma violenta guerra civil entre Haru e Sutah, pretendentes ao trono de Khem. Agarta interveio a favor de Haru, que acabou vitorioso, mas perdeu para sempre as partes mais ocidentais de seu império, incluindo a ilha de Rutá, Muté e Nemté. A longa guerra exauriu os combatentes, desorganizou o comércio mundial e ocasionou uma profunda regressão da cultura em quase todo o planeta. Nos anos 1600, Agarta havia mergulhado no caos feudal, assim como seus principais rivais. Com o controle efetivo apenas da região central do Império, em torno do mar de Helcar, os soberanos agartis dedicaram-se à religião, à construção de templos e à ampliação e embelezamento da capital Xambala-Manova, esforçando-se por elevá-la à altura dos sonhos de Rudhra.

A partir de 1800, iniciou-se uma lenta recuperação, estimulada pela reativação do comércio e da inovação mágica e técnica pelos atlantes no Ocidente. Entre 2320 e 2340, o Imperador Surya, o terrível, conseguiu disciplinar seus vassalos e criar um exército tão eficiente quanto o outrora reunido por seu remoto antecessor Rudhra e ainda maior. Em 2348, seu sucessor Rama usou esse poderio para ameaçar o Império Atlante e forçá-lo a aceitar um acordo de partilha do que restava do Império Cari. De 2349 a 2360, submeteu mugais e lemurianos. Lançou-se então à conquista do antigo Jambu, mas então foi sua vez de ser pressionado pelos atlantes e forçado a aceitar, em 2365, um acordo de partilha. Apenas os helcarianos nômades e bárbaros do extremo norte, um relativamente pequeno reduto mugal em torno de Zhyaungto e os lemurianos do extremo sul de Jambu puderam resistir à conquista.

Kishar no ano 2702 dfA
Kishar no ano 2702 dfA

Os sacerdotes de Agarta jamais conseguiram competir com os atlantes em alta magia. Sua cultura conformista e disciplinada, embora propícia ao desenvolvimento da telepatia e da clarividência, inibe a geração e o domínio eficaz de outras formas de magia. Além disso, consideram tanto a magia e o psiquismo, quanto a física, a química e a medicina "ciências ocultas", cujos segredos são ciosamente guardados dos não-sacerdotes, principalmente dos servos. A restrição do ensino das "ciências ocultas" à casta sacerdotal inibe a criatividade e o surgimento de grandes talentos. Entretanto, entre 2300 e 2500, os sacerdotes aprenderam a compensar essa deficiência aprendendo a utilizar a mecânica, a química, a medicina, a eletricidade e a força do vapor para criar armas que os leigos podem manipular mesmo sem compreender a fundo, fazendo do Império de Agarta um rival à altura do Império Atlante, ao menos em termos militares.

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