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Atlântida

De Meu Wiki

Atlanté
Também conhecido como:
Atlântida
População:
100.000.000 habitantes
Área:
1.100.000 km²
Grupos étnicos:
senzares (50%), tlavatlis (30%), caris (10%) e outros (10%).
Capital:
População da capital:
6.000.000 habitantes

Atlanté em senzar, Atlântida em acaio, é o maior reino da ilha de Rutá.

O atual e 59º Casal Imperial, herdeiro de uma dinastia milenar, exerce um poder quase absoluto sobre a capital, Atlântis, e as forças armadas, enquanto as comunidades do interior governam-se com relativa autonomia. A situação da capital modificou-se, porém, após a revolução de 2702.

Tabela de conteúdo

Território

Todo o território é elevado e domina sobranceiro ao mar. Mas o terreno circundante à capital é plano. Esta planície rodeia a cidade, e esta é cercada de montanhas que se prolongavam até o mar. É plana, de nível uniforme e oblonga no conjunto; seus lados medem seiscentos quilômetros, e quatrocentos quilômetros, pelo meio, a partir do mar.

Esta região, em toda a ilha, está orientada com a face para o Sul, e ao abrigo dos ventos do Norte. As montanhas que a rodeiam ultrapassam em beleza quaisquer outras deste mundo. Há nessas montanhas numerosas cidades, ricas em habitantes, rios, lagos, prados capazes de alimentar inumeráveis bestas selvagens ou animais domésticos, florestas em tão grande número e essências tão variadas que dão em abundância materiais próprios para todos os trabalhos possíveis.

Esta planície, pela ação da natureza e pela obra de muitos reis, durante período muito dilatado, foi transformada como se segue. Tem a forma de um quadrilátero, alongado e de lados quase retilíneos. Onde os lados se afastavam da linha reta, foi corrigida esta irregularidade, cavando-se o fosso contínuo que rodeia a planície.

A profundidade, largura e desenvolvimento deste fosso são difíceis de crer. É difícil acreditar que uma obra saída das mãos do homem tenha tido, por comparação aos outros trabalhos desse gênero, tais dimensões. Foi cavado com trinta metros de profundidade e sua largura é constante, de duzentos metros. Como é cavado em torno de toda a planície, seu comprimento é de dois mil quilômetros. Recebe os cursos d'água que descem das montanhas, faz a volta à planície, retorna de um e de outro lado para a cidade, e de lá, esvazia-se no mar.

Da parte mais alta desse fosso, canais retilíneos, com a largura aproximada de trinta metros, cortavam a planície, indo juntar-se ao fosso, perto do mar. Cada um deles dista dos outros vinte quilômetros. Para carregar para a cidade a madeira da montanha, e para levar, de barco, os outros produtos de estação, cavaram-se, a partir dos canais, derivações navegáveis, de direção oblíqua umas em relação às outras e em relação à cidade.

Os habitantes recolhem duas vezes por ano os produtos da terra: no inverno, utilizam as águas do céu; no verão, as que a terra dá, dirigindo sua corrente para fora dos canais.

Clima

Atlântis e a planície que a rodeia são terras de clima moderadamente quente e seco, chuvoso no inverno, comparável ao do interior paulista ou do planalto central brasileiro: a temperatura média é de 22° C, sobe a 29°C no verão, cai a 15°C no inverno e não neva. Nas montanhas, o clima é mais frio e em altitudes acima de 1.500 metros e neva abundantemente no inverno. O degelo, no início da primavera, provoca uma forte cheia dos rios que abastecem os canais. Estes alagam parcialmente, irrigam e fertilizam grande parte dos campos cultiváveis, como ocorria no antigo Egito às margens do Nilo.

Relevo

As montanhas culminam no monte Atlás, com 6.715 m de altitude, em cujas encostas nascem numerosos rios, caudalosos e encachoeirados, que só podem ser navegados poucos quilômetros antes de se aproximarem da grande planície ou do lago Karmotor (75.000 km², incluindo a ilha de Karmó, com 5.000 km²), que se comunica através de um rio navegável com o sistema de canais da planície, que outrora foi um grande pântano. Grandes crocodilos e segans nadam nos canais e no lago, enquanto elefantes domesticados auxiliam o trabalho nos campos e o transporte nas cidades e entre elas.

Divisão política

O reino de Atlântida divide-se em 52 províncias (24 na Grande Planície, 21 nas montanhas e 7 no litoral), que se subdividem em 1.305 comarcas ou municípios e 130.612 distritos.

Cada província ou sim é governada por um governador nomeado pelo Imperador, que deve ter estatuto de kunciós ou superior, e por um conselho consultivo formado por todos os aristocratas com estatuto de nemciós ou superior, residentes na região.

Um juiz de estatuto semelhante ao governador é também nomeado pela Imperatriz e tem autoridade sobre os casos envolvendo réus ou litigantes com grau entre nemciós e pasciós. Se o caso envolve réus ou litigantes de estatuto hociós ou superior, o julgamento cabe ao supremo tribunal do Império, formado por doze juízes de sangue imperial e pela Imperatriz, que tem o “voto de Minerva” nesse tribunal, que também pode avocar para si qualquer julgamento de tribunais inferiores.

As comarcas, municípios ou takon são formados por uma ou mais cidades pequenas ou médias e muitas dezenas de distritos rurais, ou por um dos bairros de Atlântis. Seus prefeitos devem ter pelo menos o grau de nemciós e são eleitos por um conselho formado por todos os cidadãos com grau de siociós ou superior, que também assessora e fiscaliza sua administração. Estes também escolhem um juiz com grau de nemciós ou superior que julga os casos envolvendo réus ou litigantes com grau entre siociós e hinciós.

Cada distrito ou xonkon é formado por uma vila e pelo território circundante, com uma média de 1.000 habitantes e 4 km² na planície, mas 400 a 500 habitantes e 13 km² ou mais nas montanhas e uns 600 habitantes e 9 km² no litoral, ou por um bairro (3.000 habitantes e uns 20 ou 30 hectares, ou pouco mais) de uma cidade média. São liderados por um alcaide escolhido entre os habitantes com estatuto de siociós ou superior pelo conjunto dos cidadãos livres e por um juiz de escalão semelhante, com autoridade para julgar os casos envolvendo réus e litigantes de grau não superior a zorciós.

Antes da revolução de 2702, a capital Atlântis era tradicionalmente tratada como uma província especial, governada tradicionalmente por uma mulher da família imperial com estatuto de vaciós que é escolhida pelo Imperador, junto com o tribunal superior especial da capital, formado por três juízes. Dividia-se em 50 setores, cada um com seu próprio prefeito e juiz e cerca de dois mil distritos, cada um com seu alcaide e juiz.

Sociedade

Os senzares são mais numerosos na capital e na planície e os tlavatlis nas montanhas; os caris concentram-se na capital e nos portos comerciais. A elite governante é predominantemente senzar, mas oficialmente não há discriminação entre súditos de diferentes grupos étnicos. Crianças do povo, em princípio de qualquer origem, podem ser recrutadas para a classe superior se mostrarem atributos adequados – saúde, beleza física, inteligência e poderes mentais, principalmente clarividência.

Os atlantes são temidos por seu poderio mágico e militar, graças ao qual governam metade do mundo. São um povo orgulhoso, vaidoso e etnocêntrico.

Forças Armadas

No tocante aos homens da planície aptos para a guerra, foi fixado que cada distrito fornece um chefe de destacamento. O tamanho do distrito é de dois quilômetros por dois e há, no total, sessenta mil. Quanto aos habitantes das montanhas e do resto do país, são em número imenso, e todos, segundo suas localizações e as cidades, são repartidos entre os distritos e sob o comando de seus chefes.

Cada chefe de destacamento fornece para a guerra um sexto dos carros de combate, somando dez mil carros; dois cavalos e seus cabguezés ou leguezés, ou uma parelha de cavalos sem carro, comportando um combatente montado encarregado de conduzir os dois cavalos, dois cabzés; dois vozés; dois tenzés; três razés; três cenzés, e enfim, quatro marinheiros, para completar a equipagem de mil e duzentos navios.

A planície, portanto, contribui para as Forças Armadas de Atlântida com 120 mil cavalos e 840 mil soldados, além de 240 mil marinheiros. Somando as tropas fornecidas pelas montanhas e pela capital, o exército atlante totaliza 200 mil cavalos, 1,4 milhão de soldados e 400 mil marinheiros.

Economia

Toda a terra e todos os seus produtos, assim como o gado e o rebanho, pertencem, em princípio, ao Estado, que distribui essas riquezas a clãs, famílias ou indivíduos através de concessões, normalmente renovadas a cada 11 anos. As concessões individuais podem ser transmitidas aos herdeiros indicados pelo concessionário, mas não podem ser alienadas nem subdivididas sem autorização do imperador e este pode cancelar a concessão se a gestão desta for condenada pelos administradores locais. Ferramentas, galpões, residências e bens pessoais são, porém, propriedades privadas e não podem ser expropriadas sem indenização.

O artesanato, o comércio local e a maioria dos serviços são supervisionados de corporações profissionais urbanas que distribuem as concessões na forma de cartas-patente que autorizam a abertura e manutenção do negócio. No caso de bancos, comércio exterior e navegação, as cartas-patente são concedidas pelo governo imperial. Em ambos os casos, a atividade comercial exige autorização e pode ser suspensa, mas edifícios, navios, créditos e estoques de mercadorias são propriedades privadas e não podem ser expropriadas sem indenização.

Colônias

O Casal Imperial de Atlântida governa através de vice-reis e governadores coloniais a maior parte dos continentes de Masté, Muté e Nemté e a colônia de Duaraka, em Ralté. No total, seus domínios, somando metrópole e vice-reinos, abrangem 45.560.000 quilômetros quadrados e 846.500.000 habitantes. Considerando também seu poder sobre os demais reinos de Rutá e seus domínios ultramarinos, comanda uma esfera de influência que se estende por metade do planeta: ver Império Atlante.

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