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Crônicas de Atlântida: o olho de Agarta

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Em Xambala-Manova, capital do Império Agarti, um competente cadete da casta Tauta, prestes a atingir a maioridade, enfrenta dificuldades com sua timidez em relação às mulheres e sua mãe lhe dá uma sugestão embaraçosa. Enquanto isso, em Pótnias Calípolis, capital de Acaia, uma esperta e atrevida espiã atlante tem um caso com a capitã da escolta de uma caravana que se dirige a Agarta. O que acontecerá?

Agarta é o cenário principal desta continuação de Crônicas de Atlântida: o tabuleiro dos deuses. Sua descrição se baseia quase inteiramente na sua versão teosófica, principalmente nos capítulos XIV a XXI de “O Homem: donde e como veio, e para onde vai?”, obra supostamente clarividente de Annie Besant e C. W. Leadbeater, publicada originalmente em 1913. Neles está presente um clima autoritário, racista e mesmo protonazista, com a exaltação da “Quinta Raça-Raiz” (“ária”) e o desprezo pelos demais povos e em especial pelo luxo, sofisticação, conforto e individualismo orgulhoso dos atlantes da “Quarta Raça-Raiz”. Afirma-se categoricamente, por exemplo, que:

  • "Rigor, reserva e dureza caracterizavam a política dos arianos em relação aos estrangeiros. Eles se mantinham em dignificada reserva, sem jamais dar-lhes consideração especial nem admiti-los no interior de suas casas, mas apenas recebendo-os no pátio externo. Havia casas e pátios separados para hospedagem das eventuais caravanas de mercadores e embaixadores de outras nações. Eram recebidos com hospitalidade e cortesia formais, mas tratados sempre com uma reserva inalterável que assinala uma barreira intransponível (…)

    Não havia jornais, nem qualquer meio de informação pública além do Estado, que mantém um escritório de informação geral onde os cidadãos qualificados podem procurar as notícias que lhe interessarem. Não era costume dar-lhes publicidade generalizada".

Esses e outros traços foram desenvolvidos com mais detalhes no romance, que os complementou com outros tomados emprestados da antiga Esparta, principalmente na organização da educação, da servidão e da polícia secreta e na ausência de muralhas. As “sub-raças” céltica, árabe, iraniana, teutônica e “raiz troncal”, que segundo Besant e Leadbeater foram especialmente selecionadas antes de se dispersarem pelo mundo , nas cinco castas agartis: yavanas, arabayas, pardhavas, tautas e sindhus, em ordem de prestígio crescente. Como na descrição de Besant e Leadbeater, a civilização de “O Olho de Agarta” fala uma língua parecida com o sânscrito e o protagonista leva um dos dois nomes especificamente citados pelos dois teósofos como de moradores da capital: Vasukhya, apelidado Vasu.

O segundo novo cenário é Pótnias Calípolis, baseada na Atenas mítica dos diálogos Timeu e Crítias de Platão e na Calípolis de A República. A maior parte dos que se interessam pelo mito de Atlântida esquece completamente de que ele é precedido da descrição da Atenas lendária de Platão, que teria coexistido com Atlântida nove mil anos antes da Atenas clássica de sua época, por mais que esta seja igualmente fundamental para o entendimento da fábula. Sinal de que o filósofo falhou em seu propósito didático: fascinados pelas maravilhas naturais e arquitetônicas que Platão atribuiu à Atlântida, os leitores deixaram de tirar a pretendida lição de ética e política: sonharam com a supostamente corrupta, luxuosa e imperialista Atlântida e esqueceram a pequena, sóbria e virtuosa Atenas que em seu relato sai vitoriosa. Nessa cidade, em forte contraste com a situação na Atenas real, homens e mulheres tinham direitos e deveres iguais, inclusive em relação à guerra: a representação de Atena armada seria uma lembrança disso. Enquanto a maioria dos cidadãos trabalhava no campo ou nos ofícios, a classe dos guerreiros vivia à parte, possuindo em comunidade tudo o que necessitava para viver e recebendo dos demais cidadãos o sustento necessário para proteger a cidade.

Platão acrescenta que desempenhavam todas as funções que descrevera ao falar dos “guardiães que havíamos imaginado” na cidade ideal proposta no diálogo A República, que em algumas passagens Sócrates chama de Calípolis, “Cidade Bela”. Os melhores dentre a classe dos guardiães, ou guerreiros, eram escolhidos para serem os arcontes, ou governantes. Depois de completarem o estudo de ginástica e música dado a todos, estudavam filosofia por cinco anos e depois retornavam à vida militar por quinze anos para, aos 50 anos, entrar na classe governante e passar a ter no poder sua única posse.

Tabela de conteúdo

Sinopse

Agarta é um império orgulhoso onde só os mais fortes se destacam. Quando ocorre um encontro casual entre Vasu, guerreiro agartiano, e Tlalpan, uma aventureira atlante, isso pode trazer consequências que mudarão o destino de vastos impérios.

Uma geração após os acontecimentos de Crônicas de Atlântida – o tabuleiro dos deuses, ambiciosos comandantes militares de Agarta, a petulante valquíria Madhavi, a humilde serva Bakri, a orgulhosa capitã acaia Lúsia e o retorno de figuras conhecidas da saga atam os nós dessa trama épica e amorosa na qual culturas e panteões rivais se enfrentam por ideais divergentes de poder e justiça.

À reconstituição da lendária Atlântida somam-se a da utópica República de Platão e a de Agartha ou Shambhala, fantasiada por ocultistas do século XIX como um misto da Asgard nórdica e a Ayodhya hindu. O resultado é um cenário imaginativo e original, no qual grandeza e mesquinharia residem lado a lado.

Booktrailer

YouTube:

Crônicas de Atlântida: o Olho de Agarta (YouTube)

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Crônicas de Atlântida: o Olho de Agarta (Vimeo)

Ficha Técnica

  • Autor: Antonio Luiz M. C. Costa
  • ISBN: 978-85-8243-076-7
  • E-ISBN: 978-85-8243-077-4
  • Gênero: Literatura fantástica
  • Formato: 14cm x 21cm
  • Páginas: 408
  • Preço de capa: R$59,90 (papel)
  • R$ 24,90 (e-book)

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