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Império Mugal

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Império Mugal
Também conhecido como:
-
População:
10.000.000 habitantes
Área:
1.300.000 km²
Grupos étnicos:
mugais (80%), helcarianos (20%).
Capital:
População da capital:
400.000 habitantes


O Império Mugal foi outrora um grande e poderoso Estado no leste de Ralté. Derrotado pelo Império de Agarta, teve a maior parte de seu território conquistado e a maior parte de seu povo escravizado, mas conseguiu manter a independência em um reduto montanhoso no que foi o extremo norte do antigo império. É governado por um líder espiritual com o título de theenhwangh, "imperador celestial", e um chefe político e militar com o título de kwenwangh, "rei terrestre".

Embora não estejam submetidos politicamente ao Império Mugal e não lhe paguem tributo, as tribos helcarianas livres que vivem a norte e oeste veem em Zhyaungto um importante centro espiritual e uma indispensável conexão com seus deuses, dispondo-se a apoiá-lo com guerreiros e armas quando necessário. Metade do exército regular mugal é formado de helcarianos, que convocam seus parentes nômades quando a ameaça agarti torna-se mais grave. Os territórios tribais cobrem cerca de 18 milhões de quilômetros quadrados e neles vivem cerca de dez milhões de nômades.

História

A cultura dos nômades helcarianos surgiu nas estepes do Norte, no lombo dos cavalos, por volta de 2000 afA. Por volta de 1530 afA, os nômades fundaram um grande santuário numa ilha do mar interior de Helcar, chamado Xambala, servindo como foco de peregrinação e de encontro e contato pacífico das tribos, mas de resto mantiveram seu modo de vida inalterado por séculos.

Nos últimos séculos antes de 1 dfA a maior parte da população helcariana tornou-se sedentária. Embora o nomadismo continuasse predominando no norte, haviam surgido campos cultivados e importantes cidades a oeste, sul e leste do mar de Helcar e nas ilhas costeiras do Oriente. Devido à mudança de estilo de vida e da mestiçagem e do intercâmbio cultural com outros povos, esses helcarianos sedentarizados tornaram-se tão diferentes de seus irmãos nômades em costumes que passaram a ser considerados como um outro povo, os chamados mugais.

Por volta de 200 afA, os mugais criaram uma federação de repúblicas e principados semi-independentes liderada pelo reino de Hah, com capital em Yaungdyengh, embora o reino de Zjoey viesse depois a se destacar como o mais rico e importante. Apesar de continuarem a respeitar o santuário de Xambala - que continuou sendo ocupado pelos líderes espirituais das tribos helcarianas -, a religião de Yaungdyengh afastou-se do xamanismo dos nômades, tornando-se mais ritual, racional e elaborada. O Império Mugal manteve-se alheio à Guerra dos Mil Anos que opôs tlavatlis e senzares aos caris, desenvolvendo uma civilização pacífica e refinada.

Kishar no ano 200 dfA
Kishar no ano 200 dfA

Por volta de 780 dfA, Rudhra, rei de Agarta, conseguiu organizar seus turbulentos guerreiros no exército mais disciplinado e eficiente que seu mundo jamais vira. Esse exército foi lançado contra os helcarianos e, numa série de impressionantes vitórias, arrebatou-lhes a maior parte de seus domínios, incluindo a cidade sagrada de Xambala, na qual Rudhra se proclamou Imperador do Mundo. Iniciou também uma invasão do Império Mugal e anexou parte de seus territórios mais orientais. Em seguida, porém, voltou-se contra o Império Cari, então em seu apogeu, e foi derrotado e morto em 808, ao tentar invadi-lo e conquistá-lo.

Kishar no ano 1000 dfA
Kishar no ano 1000 dfA

Isso reduziu o ímpeto conquistador dos agartis, permitindo aos mugais reorganizar suas defesas e gozar de mais um longo período de prosperidade. O Imperio Mugal foi pouco afetado pela Guerra da Sucessão Cari e, durante a chamada Idade das Trevas, permaneceu como uma das civilizações mais avançadas, enquanto as outras se debatiam em conflitos internos. O Império estendia-se então por 10,5 milhões de quilômetros quadrados e chegou a ter 500 milhões de habitantes. Sua capital, Yaungdyengh, foi durante algum tempo a maior cidade do mundo, com cerca de 3 milhões de habitantes. Entretanto, o poder militar mugal decaiu em organização e disciplina e manteve-se apegado a táticas e tradições obsoletas.

Kishar no ano 1550 dfA
Kishar no ano 1550 dfA

A partir de 2320 dfA, quando o Manu Surya, o Terrível, conseguiu disciplinar seus vassalos e organizar de novo um exército grande e agressivo, com o objetivo declarado de conquistar as terras do Oriente, os exércitos mugais não conseguiram organizar uma defesa eficaz. O Imperador e seus acomodados vassalos não acreditaram na realidade do perigo até 2340, quando o Manu Rama os invadiu e iniciou a campanha de conquista. Entre 2349 e 2358, Agarta conquistou quase todas as terras mugais, em campanhas extremamente violentas, ao cabo das quais o povo que tinha sido o mais próspero e refinado de Kishar foi reduzido à mais abjeta servidão.

No extremo norte, o reino mugal de Zhyaungto, que havia sido um dos menos importantes do Império, conseguiu se defender graças à aliança com as rudes e combativas tribos helcarianas livres do norte e às suas formidáveis defesas naturais. Os herdeiros dos Imperadores de Hah refugiaram-se entre suas muralhas, mas os reis locais não lhe cederam o poder político, embora reconhecessem sua supremacia espiritual. Formou-se então uma dualidade de poder, com o Imperador como soberano nominal e simbólico, mantido com todas as honras em um palácio com o título de theenhwangh e o herdeiro da dinastia real de Zhyaungto, o kwenwangh, exercendo o comando de fato do país e de suas defesas.

O arranjo sobreviveu bem à Idade das Trevas, na qual o Império de Agarta, dividido entre poderes rivais que reconheciam apenas teoricamente a supremacia do Manu, cessou sua expansão. Zhyaungto obteve o apoio das tribos helcarianas livres, que fizeram de Zhyaungto seu centro de peregrinação no lugar da perdida Xambala e passaram a considerar como altamente meritório o serviço militar nas tropas do kwenwangh. A deterioração das relações entre Agarta e Atlântida a partir de 2500 também colaborou para a sobrevivência do reduto mugal, que passou a contar com o apoio discreto dos atlantes, fornecido por intermédio dos helcarianos que vagam entre as fronteiras setentrionais do vice-reino atlante de Tolanté e dos Impérios Mugal e Agarti.

Kishar no ano 2702 dfA
Kishar no ano 2702 dfA

Os territórios mugais ocupados pelos agartis em 2360, cerca de 9,2 milhões de quilômetros quadrados divididos entre quatro regiões militares - Mandara, Bhadrasva, Ramanaka e parte de Mairu -, somam hoje apenas 250 milhões de habitantes, metade do que chegaram a ter no auge do Império Mugal, 50 milhões dos quais são invasores agartis. Yaungdyengh, hoje chamada Pratyapura, é capital de uma delas, mas sua população hoje está reduzida a 300 mil e pouco resta de sua arquitetura original.

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