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Império Senzar

De Meu Wiki

Dinastia Bandeira
Quar
(1500 afA - 50 dfA)
Guar
(98 dfA - 1595)
Rió
(1595 - 1727)
Zi
(1727 - 2602)

O antigo Império Senzar, que não deve ser confundido com o atual Império Atlante, foi um poderoso Estado cuja origem se deu por volta de 1500 afA, ou seja, mil e quinhentos anos da data convencional da fundação de Atlântis.

Seu nascimento esteve relacionado à criação de cidades-estado fundadas por habitantes das terras ocidentais influenciados pelo Império Tlavatli que posteriormente se uniram em uma federação liderada pela cidade de Tolan, onde reinava a dinastia Quar.

Nos seus primeiros dez sahrs de existência, o Império Senzar, restrito a terras de Muté, foi uma civilização pouco destacada, à margem dos grandes acontecimentos políticos e culturais de seu tempo e muito influenciada pelos vizinhos tlavatlis.

Por volta de 100 afA, a primeira dinastia perdeu o controle das cidades-estado periféricas e voltou a reinar praticamente apenas sobre Tolan. Essa civilização começou a desenvolver uma cultura mais característica e tomar um papel mais importante nos acontecimentos planetários após a ascensão da dinastia Guar, que reunificou o Império e o estendeu para Nemté, o continente do sul.

A Dinastia Guar

Por volta de 50 dfA, a primeira dinastia senzar se extinguiu e o Império, cujos domínios compreendiam aproximadamente o atual vice-reino de Tolanté, dividiu-se entre vários domínios regionais que lutavam entre si, expondo-se à conquista pelos Impérios Tlavatli e Cari, bem organizados e bem armados. Entretanto, o Império foi reunificado em 98 dfA por Guar Otis Quargad, o fundador da segunda dinastia senzar.

Segundo a lenda relatada no Épico de Guar Otis Quargad, o jovem Quargad foi orientado pela gênia Pasguá, emissária da deusa Karmó. Dela recebeu um par de espadas milagrosas com as quais derrotou o paladino de Raan, que comandou uma aliança de senhores feudais. Quargad voltou em seguida seu exército unificado para o sul, conquistando as terras do oeste de Nemté, hoje vice-reino de Tersenté. Nos séculos seguintes, o Império Senzar apoiou o Império Tlavatli em seu longo conflito com o Império Cari, encerrado pela "paz perpétua" assinada em 1295 dfA.

Kishar no ano 50 afA
Kishar no ano 50 afA

A partir de 1513 dfA, o Império Cari, depois de dois séculos de decadência econômica e agitações políticas, foi dilacerado por uma violenta guerra civil entre Haru e Sutah, pretendentes ao trono de Mempi. A oportunidade foi bem aproveitada pelo Império Senzar, que retomou a aliança com o Império Tlavatli para invadir e anexar os territórios caris ocidentais.

Com o apoio de Agarta, Haru acabou vitorioso, mas perdeu para sempre a maior parte de seu império. Suas possessões em Nemté e Daitya foram anexadas aos domínios tlavatlis e a ilha de Rutá coube ao Império Senzar, incluindo a cidade de Atlântis, onde em 1538 os senzares fundaram um vice-reino. O Império Senzar atingiu então seu apogeu, cobrindo 19,3 milhões de quilômetros quadrados e governando 240 milhões de pessoas.

Kishar no ano 200 dfA
Kishar no ano 200 dfA

A longa guerra, porém, exauriu os combatentes, desorganizou o comércio mundial e ocasionou uma profunda regressão da cultura em quase todo o planeta. A dinastia Guar extinguiu-se logo em seguida: em 1595 o Generalíssimo do Império, membro do clã Rió, assassinou o jovem Imperador para tomar o trono. Seu sobrinho e herdeiro, ainda criança, fugiu com os pais, mas o navio foi abordado pelos usurpadores e o menino jogou-se ao mar com as espadas.

Kishar no ano 1550 dfA
Kishar no ano 1550 dfA

Decadência e Queda

Nos anos 1600, quatro grandes impérios – Senzar, Tlavatli, Cari e Agarta – haviam mergulhado no caos feudal. A autoridade dos seus soberanos supremos pouco se estendia além das capitais; os chefes locais lhes prestavam apenas uma vassalagem simbólica. Inúmeros tesouros intelectuais foram perdidos, à medida que antigos centros culturais se esvaziavam ou os guardiões da cultura eram expulsos pela barbárie.

A partir de 1616, os chefes da ilha de Rutá e Daitya recusaram-se a prestar homenagens, mesmo formais, aos seus antigos suseranos senzares em Tolan e tlavatlis em Tlilan. Proclamaram sua independência liderados por um suposto descendente de Varjá que se proclamou Atlás, ou rei da cidade de Atlântis e depois também o Vatar da federação de Rutá. Esse primeiro Vatar teria milagrosamente recebido de Pasguá as mesmas espadas outrora usadas por Guar Otis Quargad, mas jogou-as ao mar, por ordem da deusa, depois de completada a conquista e unificação de Rutá.

Em 1727, a dinastia Rió foi vítima de novo golpe de Estado, que entronizou em seu lugar a dinastia Zi. Esta, entretanto, pouco pôde fazer para restaurar a unidade do decadente império senzar.

Em 2120, o 34º Atlás iniciou a expansão imperial, conquistando Daitya e Gades. O 35º iniciou a conquista do Império Tlavatli e o 37º a completou, depois de uma longa luta. O 39º conquistou metade do que restava do Império Cari. Em 2349, o 45º Atlás, aliado a Agarta, tomou Ki. Depois de um longo intervalo de relativa quietude, o 55º Atlás conquistou em rápida sucessão a capital e os feudos semi-independentes do decadente e enfraquecido Império Senzar, inclusive Tolan, onde ainda reinavam os imperadores Zi. A conquista foi completada em 2602, sendo o antigo império dividido em dois vice-reinos, Tolanté e Tersenté.

Economia e política

O Império Senzar em seu apogeu, durante a dinastia Guar, era um estado altamente centralizado, regido pela chamada Ralrod: uma monarquia absoluta, com a economia controlada pelo Estado. Cada administrador era responsável pelo amanho da terra, pela colheita, pelo pastoreio e pelas experiências agrícolas na sua região, bem como pelo bem-estar e felicidade do povo. Crime e fome eram considerados consequências de sua preguiça ou incapacidade, podendo levar à sua destituição. O administrador do distrito separava a quota para o governo central, os recursos destinados ao culto público, educação, cuidado dos doentes e pensões para idosos e divide o restante entre seus habitantes – não igualitariamente, mas de acordo com seu estatuto e função. O aumento de produção agrícola, florestal ou mineral era partilhado pro rata por todos.

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