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Império Tlavatli

De Meu Wiki

Bandeira do Império Tlavatli

O Império Tlavatli foi a segunda grande formação política a surgir no planeta Kishar.

Fundação

O segundo império de Kishar surgiu de Tlilan, um centro comercial insular que desenvolvera intensos laços comerciais com o Império Cari e cujos habitantes vieram a ser conhecidos como tlavatlis, por volta de 1800 afA.

O Império Tlavatli estendeu seu poder sobre Tlapalan, as ilhas vizinhas, as costas ocidentais do Mar de Varjá e o sul de Rutá. Nessa ilha, cerca de 1500 dfA, ou seja, 1.500 anos antes da data convencional de início da cronologia atlante, foi fundada a primeira cidade de Atlântis. O nome tem origem na língua tlavatli, na qual significa "castelo das águas", referindo-se às fontes exuberantes que ainda hoje abastecem a cidade imperial.

Aproximadamente na mesma época, surgiu o Império Senzar, originado por uma liga defensiva formada pelos habitantes das terras ocidentais para se defender das tentativas de conquista pelos tlavatlis.

Kishar no ano 50 afA
Kishar no ano 50 afA

Até há algumas undécadas, a historiografia atlante via esse antigo Império como relativamente atrasado e primitivo, um reflexo apagado do grandioso Império Cari no Oriente. Descobertas recentes vêm, porém, mudando radicalmente esse quadro. O primeiro Império Tlavatli pode ter dominado a magia e a tecnologia em grau equivalente ou até superior ao Império Cari. Pensou-se por muito tempo que os caris haviam sido os responsáveis pela construção do formidável sistema de canais de Atlântida, bem como do Sumidouro, isto é, do sistema de águas e esgotos de Atlântis, mas novas evidências indicam que são ainda mais antigos e datam do período tlavatli. Foram apenas aproveitados e ligeiramente ampliados pelos caris, assim como o foram pelos senzares da dinastia de Atlás que os sucederam no controle da metrópole. Atlântis pode ter sido quase tão populosa na era tlavatli quanto é hoje e Tlilan, em seu apogeu, deve ter sido uma cidade pelo menos equivalente. Os caris foram comprovadamente responsáveis apenas pela construção original das imensas muralhas de Atlântis, característica comum a todas as grandes metrópoles caris, mas inexistente nas mais antigas cidades tlavatlis.

A Guerra dos Mil Anos

Durante o primeiro milênio da história tlavatli e a maior parte do segundo, as relações com o Império Cari foram normalmente cordiais, salvo pequenas disputas comerciais. Entretanto, seis anos antes do início da cronologia oficial atlante, em 6 afA, subiu ao trono de Ki o Imperador Dagana, que dispondo de novas tecnologias de guerra naval, decidiu estender suas colônias pelo oceano. Rompeu a paz com o Império Tlavatli para invadir as ilhas de Daitya, Gopá e Rutá, que então lhe pertenciam. Ao que tudo indica, a conquista do já relativamente antigo "castelo das águas" tlavatli pelos primeiros caris que desembarcaram na ilha de Rutá é o ponto de origem da cronologia oficial da cidade de Atlântis.

Kishar no ano 200 dfA
Kishar no ano 200 dfA

Apesar de séculos de guerra intermitente, Dagana e seus sucessores não conseguiram dominar o núcleo do Império Tlavatli, que era o seu principal objetivo. Enquanto Tuté e os territórios fomoris caíram sob o domínio de Ki, os tlavatlis resistiram com sucesso, recebendo apoio do Império Senzar. Nem mesmo Asar, o mais poderoso dos imperadores caris, conseguiu submetê-los, embora depois de 800 dfA tenha reforçado sua marinha e transferido a capital de Ki para Mempi, para se concentrar nas operações navais. Em 1295 dfA, os imperadores caris renunciaram formalmente a conquistar Tlapalan e firmaram um acordo de paz perpétua.

Em 1513 dfA, depois de dois séculos de decadência econômica e agitações políticas, o Império Cari foi dilacerado por uma violenta guerra civil entre Haru e Sutah, pretendentes ao trono de Mempi. Aproveitando a oportunidade, o Império Tlavatli retomou a aliança com o Império Senzar e juntos invadiram e anexaram os territórios caris ocidentais.

Com apoio de Agarta, Haru acabou vitorioso, mas perdeu para sempre a maior parte de seu império. Suas possessões em Nemté e Daitya foram anexadas aos domínios tlavatlis e a ilhas de Rutá e Gopá couberam aos senzares. A cidade de Atlântis, junto com as regiões circunvizinhas, coube aos senzares, que em 1538 nela fundaram um vice-reino. O Império Tlavatli atingiu então sua máxima extensão territorial, abrangendo as atuais Tlapalan, Karu, Tamoanchan, Makinak e Daitya, num total de 14,65 milhões de quilômetros quadrados e 100 milhões de pessoas, mas não conseguiu recuperar a prosperidade dos séculos anteriores à Guerra dos Mil Anos.

Kishar no ano 1550 dfA
Kishar no ano 1550 dfA

Decadência

A longa guerra exauriu, porém, os combatentes, desorganizou o comércio mundial e ocasionou uma profunda regressão da cultura em quase todo o planeta. Nos anos 1600, os quatro grandes impérios – Senzar, Tlavatli, Cari e Agarta – mergulharam no caos feudal. A autoridade dos seus soberanos supremos pouco se estendia além das capitais; os chefes locais lhes prestavam apenas uma vassalagem simbólica. Inúmeros tesouros intelectuais foram perdidos, à medida que antigos centros culturais se esvaziavam ou os guardiões da cultura eram expulsos pela barbárie.

A partir de 1616, os chefes da ilha de Rutá e Daitya recusaram-se a prestar homenagens, mesmo formais, aos seus antigos suseranos em Tolan e Tlilan. Liderados pelo primeiro Atlás, título então dado ao rei da cidade de Atlântis, proclamaram sua independência.

Esta foi a chamada idade das Trevas, da qual o mundo começou a emergir por volta de 1800, quando novas técnicas psíquicas, mágicas e científicas começaram a ser descobertas (ou redescobertas) pelos sacerdotes e mercadores atlantes. Por volta de 2000, a manipulação genética já lhes permitia criar novas espécies de vegetais, animais e seres racionais e manipular a matéria bruta numa escala não vista desde os melhores anos do Império Tlavatli e do Império Cari.

A magia permitiu criar gigantescas galeras sem remadores e estranhas máquinas voadoras. Novas culturas e gigantescas obras de irrigação redobraram a produtividade agrícola de Atlântis, que por volta de 2100 já era tão grande e próspera quanto nos melhores dias. O Império Tlavatli também começou a se reorganizar, mas não o suficiente para enfrentar o novo desafio.

Em 2120, o 34º Atlás iniciou a expansão imperial, conquistando Daitya e Niakateiros. O 35º Atlás iniciou a conquista do Império Tlavatli e entre 2144 e 2148 ocupou grande parte do atual vice-reino de Karu no que foi a mais grandiosa e ousada campanha militar atlante até então. O 37º Atlás completou a conquista, tomando Tlilan em 2188 dfA, após outra longa luta.

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