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Jambu

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Jambu
Também conhecido como:
Teocracia de Jambu
População:
27.000.000 habitantes
Área:
510.000 km²
Grupos étnicos:
ziaans (45%), lems (15%), tlavatlis (10%), mugais (10%), senzares (5%), caris (5%)
Capital:
Muror
População da capital:
400.000 habitantes

Jambu é um estado teocrático que ocupa o extremo sul de Ralté, a ilha vizinha de Ilanka e a ponta setentrional do continente de Lemté. A capital e centro cerimonial, é Muror, em Ilanka. Ali governa uma xamã e matriarca lem à qual se atribui a capacidade de encarnar Mu, deusa que é ao mesmo tempo a Grande Mãe e a representação da unidade cósmica.

Jambu é a única formação social criada por lems e ziaans com características de Estado organizado, originalmente criado pela necessidade de se defender do Império Cari e hoje dos ataques atlantes e agartis que partem de Duaraka e Bárata.

Embora Jambu não tenha autoridade sobre os lems e ziaans de Lemté, quando necessário a matriarca de Muror os chama para ajudar na defesa de Jambu e geralmente é atendida, tanto pelo respeito que têm pela grande xamã quanto por compreenderem que, caso Jambu caia em poder de Atlântida ou Agarta, estarão abertas as portas para a invasão e conquista da própria Lemté.

Embora ziaans e lems formem a maior parte da população, ao longo dos séculos Jambu absorveu consideráveis populações tlavatlis, mugais, senzares e caris, originalmente formados por prisioneiros de guerra, mercadores, refugiados ou mesmo mercenários vindos de outras terras. Esses povos vivem em paz em Jambu e em geral são leais à matriarca e lutam quando necessário em seus exércitos, independentemente de suas origens étnicas.

Apesar da visão preconceituosa de atlantes e agartis de que lems e ziaans são humanoides primitivos e de inteligência inferior, a resistência bem sucedida de Jambu e seu domínio de tecnologias militares relativamente avançadas demonstra que esses povos são capazes de civilização e organização, embora a maioria deles prefira manter seu modo de vida tradicional e tribal.

História

Jambu é um dos mais antigos Estados de Kishar, criado a partir de 1750 afA como aliança defensiva contra o Império Cari, quanto este começou a multiplicar incursões em busca de novas terras e escravos. A aliança não seduziu as tribos do sul de Lemté, apegadas às suas liberdades tribais, mas teve considerável sucesso e bloqueou as tentativas de expansão caris para o leste por muitos séculos.

Kishar no ano 50 afA
Kishar no ano 50 afA

Foi só por volta de 700 dFA que os caris obtiveram uma vitória decisiva sobre Jambu, permitindo-lhes arrebatar as terras que hoje formam Bárria. Não persistiram, porém, nesse esforço militar, preferindo celebrar uma paz provisória e concentrar seus recursos na conquista e colonização de Masté.

Kishar no ano 700 dfA
Kishar no ano 700 dfA

Em 780 dfA, Rudhra, rei de Agarta, conseguiu organizar seus turbulentos guerreiros no exército mais disciplinado e eficiente que seu mundo jamais vira. Esse exército foi lançado contra os helcarianos e, numa série de impressionantes vitórias, arrebatou-lhes a maior parte de seus domínios, incluindo a cidade sagrada de Xambala, na qual Rudhra se proclamou Imperador do Mundo, além de partes do antigo Império Mugal. Foi, porém, derrotado e morto em 800 dfA, ao tentar invadir e conquistar o Império Cari no apogeu. Os guerreiros de Jambu aproveitaram-se da desordem que se seguiu entre os agartis para ocupar e anexar parte de suas conquistas, expandindo para norte e leste, incluindo antigas terras mugais.

Kishar no ano 1000 dfA
Kishar no ano 1000 dfA

Os próximos séculos foram de relativa paz e prosperidade para Jambu, que se tornou um Estado rico e relativamente cosmopolita, atraindo mercadores, mercenários, imigrantes e refugiados, principalmente depois que se iniciaram os conflitos internos do Império Cari, que culminaram com a grande guerra civil de 1538 dfA. Jambu manteve-se como um reduto ordeiro ao longo de toda a Idade das Trevas, mas entre 2365 e 2370 sucumbiu ante um ataque conjunto das duas novas grandes potências, Atlântida e Agarta, que lhe conquistaram a maior parte do território. Os magos e guerrreiros de Muror conseguiram, porém, defender dos conquistadores o extremo sul de seu território. Aproveitaram-se bem dos conflitos surgidos entre as duas potências nos séculos seguintes (que se esforçam por instigar) e têm conseguido sobreviver, apesar de intermitentes conflitos com os dois vizinhos.

Kishar no ano 2702 dfA
Kishar no ano 2702 dfA

Cultura e ideologia

Lem da etnia Muru, guardando a entrada da cidade de Muror
Lem da etnia Muru, guardando a entrada da cidade de Muror

A cultura de Jambu, assim como a de Lemté, se baseia na simbiose tradicional entre lems e ziaans. Nas regiões selvagens de Lemté, os lems se alimentam de caça grossa (principalmente grandes répteis) e nozes, enquanto os ziaans ficam com as aves, mamíferos pequenos e médios, frutas, cogumelos e raízes. A típica unidade social é uma tribo com 500 lems e 1.500 ziaans, que compartilham as mesmas cultura e religião xamânica e a mesma língua, formada por monossílabos que não são flexionados nem costumam ser aglutinados. Em Jambu, mais civilizada, lems e ziaans partilham aldeias e cidades de maneira igualmente cooperativa. Caçam, plantam e constroem em conjunto, dividindo tarefas de acordo com velhos costumes.

O conceito filosófico central da religião lem-ziaan é Mu, que é ao mesmo tempo a Grande Mãe e a unidade cósmica do Universo, imaginado como um imenso útero. Enquanto os seres vivos são vistos como “fetos”, cada um dos espíritos e divindades da natureza é imaginado como um de seus inúmeros filhos já “nascidos”, com os quais o culto xamânico procura se comunicar e associar.

Além de serem aparentemente impossíveis, as relações sexuais entre lems e ziaans são vedadas por tabus extremamente rígidos. Dizem suas lendas que do cruzamento das duas espécies surgiram os humanos e todos os problemas dos ziaans e lems, frequentemente escravizados tanto por atlantes quanto por agartianos.

A música de Jambu mantém as características da cultura tribal lem e ziaan, baseada no canto coral alternado entre as vozes profundas dos lems e agudas dos ziaans, na percussão e em instrumentos de sopro simples.

A arquitetura é pesada: utiliza grandes pedras toscamente talhadas, mas bem encaixadas, na construção de casas e palácios e seus monumentos religiosos são freqüentemente formados por dolmens, menires e círculos de pedras.

Os trajes resumem-se a tangas simples no calor e mantos de peles no frio.

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